Foto · Correio do Ceará · junho de 1973 e outubro de 1928
Pioneiras do Ceará: a eleitora de 1928 e a delegada de 1973
Páginas do acervo registram mulheres que chegaram antes a espaços até então masculinos.
Em outubro de 1928, quatro anos antes de o Código Eleitoral de 1932 garantir o voto feminino no país, O Nordeste noticiou que Creusa do Carmo Rocha, esposa do jornalista Demócrito Rocha, havia requerido sua inclusão no alistamento eleitoral. O jornal a chamou de "a segunda que deseja ser eleitora". A primeira, Carmelita Barcellos de Aboim, já tinha conseguido ser incluída na lista de eleitores por despacho do juiz Livino de Carvalho.
Quarenta e cinco anos depois, em junho de 1973, o Correio do Ceará apresentou Margarida Maria Borges de Carvalho como "a mulher dos 7 instrumentos". Bacharela pela UFC, campeã cearense de tiro e primeira colocada no concurso da Escola de Polícia Civil, ela tomou posse no 8º Distrito Policial, no Mondubim. Segundo o jornal, foi a primeira mulher a exercer a função de delegado de polícia no Ceará, e seu primeiro ato no cargo foi assinar um atestado de pobreza.
O voto feminino tornou-se lei nacional em 1932; o Rio Grande do Norte já o permitia desde 1927. O acervo registra outras pioneiras cearenses, como a professora Francisca Clotilde, primeira mestra da Escola Normal.