Nasceu a 7 de Julho de 1852 na então Villa da Imperatriz, serra da Uruburetama.
Matriculou-se em Agosto de 1858 na aula de l.aí letras regida pelo professor Joaquim Alves, e em 1860 prestou exame na mesma aula; em 1861 frequentou as aulas de Latim, Francês e Geographia no Atheneu Cearense; continuando a estudar no Atheneu e no Lyceu até o fim de 1868.
Embarcou para o Rio de janeiro a 9 de Janeiro de
1869. Alli, prestados os exames de preparatórios, que lhe faltavam, matriculou-se em 1872 na Academia de Medicina na qual fez curso brilhante.
Era filho de Francisco .José de Souza, natural da Bahia e fallecido em Fortaleza, e de sua mulher D.a Izabel Maria de Souza.
Recebeu o grau de Doutor em Medicina a 12 de Janeiro de 1878.
De volta ao Ceará a 12 de Fevereiro de 1878, morreu a 8 de Outubro do mesmo armo no sitio do Dr. Francisco Vieira, serra de Maranguape. Pouco mais de tres annos depois, a 27 de Junho de 1881, morria no logar Pirapora da mesma serra José Nogueira, doutorado no mesmo dia que elle.
Sua these de doutoramento versou sobre Hemorrhagia Cerebral, apresentada á Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e sustentada a 3 de Janeiro de 1878, Rio de Janeiro, Typographia Acadêmica, 73, Rua Sete de Setembro, 1878. Esse trabalho foi approvado com distincção.
Dos cearenses que concluíram o curso medico em 1877, Symphronio de Sousa, José Nogueira, Costa Barros, Peres da Motta e Guilherme Studart, sobrevive apenas o ultimo a quem cabe hoje a tarefa de guardar para a posteridade a noticia dos seus saudosos companheiros, ricos de intelligencia e de saber, filhos do trabalho e do próprio esforço, abnegados apóstolos da sciencia.