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Biografia

Antonio Juvêncio Barrozo

nasceu em 1882

Serrote Bacharel
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Nasceu em Serrote, municipio de Paracurú, comarca de Itapipoca, a 28 de Outubro de 1882. São seus paes o Tenente Joaquim Juvencio Barrozo e D.;l Luiza Moreira Barrozo.

A expensas de seu irmão Coronel Pedro Juvencio Barrozo, iniciou os estudos em Belém, no Collegio “Immaculada Conceição”, sob a direcção do douto Monsenhor Raymundo Amâncio de Miranda, a 1 de Abril de 1896, passando mais tarde para o “Atheneu Paraense”, dirigido pelo Professor Raymundo Bertholdo Nunes, regressando ao Ceará em Abril de 1901 já com os preparatórios de arithinetica, álgebra, português e geographia feitos no “Lyceu Paraense”.

No “Lyceu Cearense” fez os exames de francês, historia geral e inglês, e seguiu em 1902 para o Rio de Janeiro, afim de matricular-se na Escola Naval, o que não conseguiu.

A 18 de Abril de 1903, verificou praça no 20.° Batalhão de Infantaria do exercito, ficando addido á Escola de Preparatórios e Táctica do Realengo, na qual matriculou-se, por ter sido approvado em todos os exames das matérias que cursara, a 13 de Abril de 1904.

Achando-se sem gosto para a vida militar e aproveitando o ensejo da mobilisação de forças contra o Peru, pediu trancamento de matricula na alludida Escola e classificação no 36." Batalhão de Infantaria em 1.o de Julho do mesmo anno e a 4 de Outubro, também de 1904, teve exclusão, em Manaus, do serviço do exercito por incapacidade physica.

Tem o curso annexo ás Escolas de Engenharia e é Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela Faculdade Livre de Direito do Ceará, tendo, collado o gráo com solemnidade a 8 de Dezembro de 1909.

A 18 do mesmo mez e anno casou-se com D.a Maria Veríssimo Freire e a l.° de Março de 1910 seguiu para o Alto-Juruá, onde permaneceu até Janeiro de 1913.

Quando acadêmico exercia as funcções de amanuense na Secretaria do Governo em Manaus, logar para que foi classificado em numero um em dous concursos successivos e desempenhou por dous mezes as de explicador interino de arithimetica e álgebra no Lyceu do Ceará.

No Cruzeiro do Sul, Capital do departamento do Alto-Juruá, foi nomeado lente de mathematica do Lyceu Affonso Penna e tomou parte em seguida na revolução de 1.o de junho de 1910 que proclamou a Autonomia do Territorio do Acre, sendo pela Junta Governativa revolucionaria nomeado Juiz de Direito, cargo que occupou durante os cem dias daquelle governo.

Depostas as armas e já amnistiado, retirou-se do Cruzeiro do Sul, para onde voltou pouco tempo depois, como Secretario Geral da Prefeitura, na administração do também autonomista Major Luiz Macario Pereira do Lago, 1.° Subprefeito em exercício, cargo de que pediu demissão apenas decorrido um mez.

Entregando-se á advocacia, foi na administração do Coronel Francisco Freire de Carvalho, 2.° Sub-Prefeito em exercício, nomeado Director da Imprensa Official e em seguida na administração do Capitão do exercito Francisco Siqueira do Rego Barros de novo nomeado Secretario Geral da Prefeitura, respondendo cumulativamente na Directoria da Imprensa Official e pelo expediente da Inspectoria Geral da Instrucção Publica, na ausencia dos funccionarios effectivos desses dons últimos cargos.

Resolvido a deixar o Alto-Juruá e vir definitivamente fixar residencia em seu Estado natal, apresentou ao Prefeito do Departamento a sua demissão, pedido esse que motivou áquelle militar um mui honroso officio.

A sua vida litteraria vem desde os tempos collegiaes, pois ainda frequentando e “Atheneu Paraense”, pertenceu em 1900 a varias sociedades de lettras, já escrevendo então prosa e verso, chegando a ser presidente da Sociedade Litteraria Julio Cesar e representante por parte da mesma do Congresso Litterario fundado na Capital Paraense naquelle anno e de vida ephemera.

Na Escola de Preparatorios e Táctica do Realengo foi um dos fundadores da revista Via-Lucis, á qual egualmente dirigiu.

Collaborou na “Provincia”, do Recife; no “Jornal do Ceará”; no “Jornal do Commercio”, da Parahyba; no “Jornal do Commercio”,. do Amazonas, onde fundou e dirigiu, com Daniel Carneiro, Manoel Madruga e J. J. de Vasconcellos, o “Extremo Norte”; foi Director da Imprensa

Official, no Alto-Juruá; collaborou na “Folha do Norte”, de Belém; no “Estado do Pará”; na “A Capital”, da mesma cidade; na “Folha do Povo” e “Jornal do Ceará”, na 4,a phase, do qual foi mudos redactores e manteve uma secção intitulada A's quintas, que passava em revista o Ceará intellectual, e uma outra humorística, assignando a primeira Juvencio Barrozo e a segunda J. Aurelio.

De collaboração com Raul Carvalho, seu collega de formatura, escreveu em.sonetos decasyllabos os perfis dos bacharelandos de sua turma, assignando os seus Alpha e usando Raul Carvalho do pseudonymo Beta.

Juvencio Barrozo publicou2

  1. A Confissão de Martha, entreato socio-religiozo, com antefacio de Alves de Sousa, Belém, 1915.
  2. Na Seara das Letras, 1.a serie, Fortaleza, 1913-1915, Typ. Minerva, 55, Rua Major Facundo, 57.