Filho de Severiano Alves de Loyola e D.a Vicencia Amélia Alves de Loyola, nasceu a 11 de Agosto de 1877 na fazenda “Canto”, do município de Sobral.
Sentindo pendor para as letras, não obstante seu pae declarou-lhe que não podia nem devia mettel-o numa escola de curso superior, porque isto equivaleria a deixar desherdados seus outros irmãos.
Um dia lembrou-se de seguir para a Fortaleza afim de entrar na Escola Militar e estudar, mas sua família oppoz-se tenazmente a esse desejo pois, como é sabido, os homens do nosso sertão amam a batina mas detestam a farda.
Annos depois veio para Sobral, onde entrou para o estabelecimento commercial de Esperidião Saboya de Albuquerque, como auxiliar do escríptorio e em seguida para a casa commercial de Antonio Regino do Amaral e armazém de José Figueira de Saboya & C.a, onde passou longos annos.
Nessa época, relacionado com Antenor Cavalcanti, fiiho de José Vicente Franca Cavalcanti, redactor e proprietário do jornal A Ordem, começou a frequentar a redacção e, alli, como simples passa-tempo, nas horas vagas, ia rabiscando algumas noticias.
Aos 21 incompletos, havendo-se casado deixou o commereio e entregou-se então de corpo e alma ao jornalismo. Trabalhou n'A Cidade, de Alvaro Ottoni, fez parte da redacção do Itacolumy com Waldemiro Cavalcanti, e dirigiu, sosinho, o Correio de Sobral, em cujas officinas tirava A Quinzena, de sua exclusiva propriedade.
Um dia, profundamente desgostoso coma orientação politica que lhe traçaram para redigir o Correio de Sobral, despediu-se da redacção.
Mezes mais tarde fundava O Rebate á custa de grande esforço e das suas páreas economias.
No dia 20 de Abril de 1907 surgia o jornalzinho, esplendido na sua factura material e desde então mantem-se na arena com aprazimento dos seus leitores.