Nasceu a 21 de Junho, de 1845, em Fortaleza. Filho do* Dr. Antonio Henriques de Miranda e D. Francisca Leal de Miranda. Fez a campanha do Paraguay, como Voluntário da Patria. Alistou-se a 20 de
Abril de 1865, com 20 annos de idade, sendo promovido a sargento quartel mestre logo na primeira semana. Emba rcou com o contingente organizado pelo major Peregrino Viriato de Medeiros no dia 16 de Abril do mesmo anno para o Rio de janeiro, onde se encorporou ao 26 Corpo de Voluntários da Patria. A seis de Abril seguiu para a campanha. Esteve na tomada do forte Itapirú e Passo da Patria, sendo um dos que primeiro pisaram o território inimigo em companhia do General Osorio. Assistiu a todos os combates e batalha de 24 de Maio com o seu batalhão e mais ao do forte do Estabelecimento, com o 16° batalhão sob o commando do então Tenente coronel Tiburcio, que, terminada a acção, reuniu em circulo toda a officialidade para elogial-o, pelo importante serviço que elle prestara em companhia do alferes Pardal, arriando a ponte levadiça, que serviu então de passagem ao exercito atacante.
Promovido a official por serviços de combate, foi agraciado com os títulos de Cavalleiro das Imperiaes Ordens da Rosa e de Christo, e condecorado com as medalhas do mérito militar, com a da Campanha do Paraguay, (passador N° 4) e com as commemorativas das Republicas do Uruguay e Argentina.
Ferido gravemente no combate do Itoróró, foi forçado a dar a baixa do exercito por invalidez para o serviço de guerra vindo completar o seu tratamento em Fortaleza. Exerceu o cargo de Delegado de Policia e o de Tabelião publico de Fortaleza, que renunciou.
Fez parte da redacção do Jornal da Fortaleza e foi director proprietário e redactor do jornal A Rua.
Casou-se a 28 de Junho de 1878 com D.a Guilhermina Corlett, de cujo consorcio teve uma filha de nome Elisa.
O dr. Antonio Henriques de Miranda era pernambucano,, nasceu em Itamaracá a 4 de Janeiro de 1806. Em 1833 formou-se em sciencias jurídicas na academia de Olinda. Foi deputado provincial no Ceará e pela mesma província deputado geral não tendo tomado assento. Nomeado presidente da Provinda do Rio Grande do Norte, não acceitou a nomeação.
Exerceu o cargo de chefe de policia nas províncias de Pãrahyba e Fernambuco. Foi juiz de direito successívamenie nas comarcas de Aracaty e Quixeramobim, no Ceará; Assú, no Rio Grande do Norte ; Baturité, no Ceará; Rosario no Maranhão e por ultimo na de Carnetá, no Pará.
Falleceu na Cidade de Belém do Pará no dia 26 de Julho ài 1877, Deixou os seguintes filhos : Alvaro Leal de Miranda, que nasceu em Itamaracá, a 1.o de Maio de 1841, e exerceu cargos em diversas secretarias em Fortaleza sendo hoje aposentado na da Thesouraria Geral; Antonio Leal de Miranda de quem ora me occupo, e Francisco Leal de Miranda.
Foi proprietário da fazenda Cruxatú, na ribeira do Bana-buyú, que adquiriu no anno de 1832 e que pertence hoje a seu filho Antonio. Era irmão de Cosme de Miranda Henriques e Manoel Lobo de Miranda Henriques e de D. Francisca de Paula Miranda, que figuram ao assento de baptisado de seu filho Alvaro.
Da Francisca Leal de Miranda nasceu no dia 1 de Maio de 1813, no Quixadá e casou a 27 de Setembro de 1834 e falleceu em Fortaleza em 1899.