Nasceu em Fortaleza a 23 de Setembro de 1852, sendo seus paes o Major Francisco Antonio Pereira, natural de Minas Geraes, e D.a Lourença Raquel de Moraes Pereira.
D.a Lourença Raquel nasceu a 10 de Agosto de 1836, casou a 25 de Setembro de 1852 e falleceu a 19 de Junho de 1862, estando sepultada na Egreja do Rosario, Fortaleza.
Bisneto pelo lado materno de Francisco José de Moraes e D.a Florência de Andrade Bezerra, que enviuvando passou a 2.as núpcias com o Major João Facundo de Castro Menezes.
Assentou praça a 14 de Janeiro de 1869 e foi promovido a 2.° Tenente a 31 de Maio de 1875, 1.° Tenente a 29 de Julho de 1877, Capitão a 17 de Setembro de 1879, Major a 27 de Abril de 1889, por merecimento, Tenente-coronel graduado a 21 de Março e effectivo a 20 de Junho de 1891 também por merecimento, Coronel graduado a 9 e effectivo a 17 de Março de 1894.
Era official do Estado Maior de artilharia e tinha o curso desta arma pelo regulamento de 1874.
Varias commissões foram confiadas á sua competência, assignalando-se entre outras as seguintes, cujo desempenho valeu-lhe os maiores elogios de differentes Ministros da Guerra: Director dos arsenaes de Guerra de Matto Grosso e Pará e sub-director do da Capital Federal ;. Commandante do extincto corpo de Operários Militares e do Batalhão Frei Caneca em operações no Estado do Paraná durante a revolta de Setembro de 1894; Reorganisador do 3.° regimento de Campanha logo depois desse movimento armado; Commandante do l.o Batalhão de Engenheiros e desde Dezembro de 1898 do 5.° Regimento de Artilharia, posto em que falleceu a 7 de Junho de 1903.
Sentindo aggravarem-se seus encommodos, o Coronel Moraes Pereira solicitara reforma havia très dias.
De seu consorcio deixou uma filha, viuva hoje do militar Pimenta Bruno, e um filho, Arthur Pereira, que é Engenheiro Civil pela Faculdade da Bahia.
Collaborou na Revista do Exercito Brasileiro, publicada na Corte escrevendo artigos sobre Artilharia.