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Biografia

Augusto Cordeiro da Rocha

nasceu em 1867

Este nome aparece em outro verbete do acervo Augusto Cordeiro da ROCHA 1867–1923
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Nasceu na villa de Canindé a 15 de Fevereiro de 1867. Foram seus paes o Capitão Francisco Cordeiro da Rocha e D.a Isabel Cordeiro da Cruz Rocha.

Pelo lado paterno sua ascendência entronca no antigo C.el de Campo José Joaquim da Rocha, descendente de uma familia de Pernambuco, o qual veiu para o Ceará em companhia do irmão Padre Dr. Visitador da Capitania Manoel Antonio da Rocha, em 1780 pouco mai3 ou menos, e casou com D.3 Rosa da Resurreição Vianna, filha de Bento Pereira Vianna, português, que foi Mestre de Campo do terço de infantaria auxiliar da marinha da Ribeira do Acarahú.

José Joaquim da Rocha, filho do citado Coronel de Campo, era seu bisavô. Esse foi C.el de milícias e com mandante da Ribeira do Acarahú, casou em Canindé com D.a Izabel Barbosa Cordeiro, filha do Tenente General Simão Barbosa Cordeiro, e foi pae do Capitão Manoel Antonio da Rocha, avô de Augusto Cordeiro da Rocha.

Pelo lado materno é bisneto do português José Joaquim da Cruz, licenciado em cirurgia, que casou com D.a Maria do Nascimento, Barbosa Cordeiro, filha de Simão Barbosa, e neto do Tenente José Joaquim Cordeiro da Cruz, que foi casado com D.a Anna Clara Ferreira Rabello, filha do Cap. mor Bento Ferreira Rabello.

Augusto Rocha cursou as aulas do “Atheiieu Cearense” na Forlaleza, até 1883, quando dedicou-se á carreira commercial, e foi empregar-se na cidade de Baturité.

Em 1888 exerceu o cargo de pagador da 3.a secção da Commissão de melhoramentos de Ladeiras e Estradas na dita cidade.

Voltando á actividade commercial, foi ainda empregado e depois negociante em Baturité até 1897 e ahi fundou e redigiu o jornal literário O Livro. Em Canindé fundou o periódico O Canindé (l.° jornal- da localidade) com Thomaz Barbosa e Cruz Filho a 7 de Junho de 1903.

Ha collaborado em diversos outros jornaes, como O Norte, O Ceará, O Estado, de Fortaleza, O Município, de Baturité, e por uhimo collaborou no Álbum Imperial, de S. Paulo, no qual publicou uma serie de escriptos referentes á historia de Canindé, sob o titulo Canindéenses Ilustres, destinada a ser appensa á sua obra, inédita, Genealogia da Família Barbosa Cordeiro.

Fundou com outros o “Grêmio Literário Affonso Celso” em Canindé, e nessa localidade exerceu algum tempo o cargo de professor do “Collegio S. Francisco”, mantido pelos beneméritos frades capuchinhos.

É sócio correspondente do “Centro Cearense” do Rio de Janeiro.

Conheço ainda delle:

Santuário de S. Francisco de Canindé, e o pamphleto Leôncio Serroni, Fortaleza, 1909, de 19 pp.