Nasceu em Brejo (MA), 22 de abril de 1917 onde se encontravam seus pais Francisco Antônio e Elisa Soriano Aderaldo. Veio para o Ceará criança e estudou no Colégio Cearense e no Liceu do Ceará Cursou a Faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, até o 3° ano e colou os graus de Bacharel e Doutor em Direito em Fortaleza (1940). Freqüentai cursos especiais de Filosofia, Sociologia e Literatura.
Presidiu o Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua e participou de todo o movimento estudantil cearense na época de sua juventude. Foi Prefeito de Senador Pompeu, Diretor da Imprensa Oficial, Consultor Jurídico da Secretaria de Agricultura, Secretário de Estado no Governo Plácido Castelo. Exerceu o magistério superior (Escolas de Belas Artes e de Administração do Ceará). Jornalista, poeta, ensaísta, genealogista; historiador, memorialista, crítico literário e conferencista. Presidente do Instituto do Ceará Da Academia Cearense de Letras, (cadeira n° 19, patrono: José Albano) e Instituto Cultural do Cariri. Integrante do Grupo Clã.
Distinguido com numerosas condecorações e medalhas (Farias Brito, Prefeitura Municipal de Fortaleza, José de Alencar, do Mérito Cívico, Carlos Gomes, e outras). Cidadão cearense (1979). Escreveu também com os pseudônimos de Cristiano Potiguara, Guilherme de Melo. Obra numerosa e importante, de que se destacam os títulos: A Posição do Escritor na Reconstrução do Mundo (1947); Apoemas (1949, parceria com José Stênio Lopes); Livros e Idéias (1954, prêmio Farias Brito, da Prefeitura Municipal de Fortaleza); Três Estudos; A Administração como Instrumento de Progresso; Velhas Receitas da Cozinha Nordestina (1963); História Abreviada de Fortaleza (1974); A Praça; O Liceu do meu Tempo (1977) e No Mar de Tiberíades (1984). Morreu em Fortaleza, 25 de junho de 1995.