Nasceu em Solonópole, 13 de abril de 1893, filho de Alfredo Lopes Barreira e Antônia Uchoa Barreira. Estudou no Colégio São José, dos Beneditinos, na serra do Estevão (Quixadá) e no Liceu. Bacharel pela Faculdade de Direito do Ceará (turma de 1914). Dedicou-se à advocacia, consagrando-se como um dos melhores advogados cearenses. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto dos Advogados.
Procurador dos Feitos da Fazenda Estadual, Secretário da Escola Normal, Professor de Direito Civil da Faculdade pela qual se formou. Desde jovem, dedicou-se à pesquisa, recolhendo informações que lhe permitiram escrever a magnífica História da Literatura Cearense, em 4 volumes, focalizando a atividade e os principais escritores e poetas até 1917. Orador fluente. Membro efetivo do Instituto do Ceará. Da Academia Cearense de Letras (cadeira n° 34, patrono: Samuel Felipe de Sousa Uchoa). Colaborou nas revistas da Academia Cearense de Letras, Instituto do Ceará, Faculdade de Direito do Ceará, “Ceará Judiciário”, “Revista do Direito”, “Critica Judiciária” e outras. Obras: Investigação da Maternidade Ilegítima (1935); Assinatura Falsa Perícia de Letras; Da Causa nas Cambaias; O Artigo 1586 do Código Civil e a sua Inteligência; A Condição Jurídica do Filho Adulterino; O Direito de Ildefonso Albano; Clóvis Beviláqua. Morreu em Fortaleza, 30 de junho de 1967.