RB

Biografia

Raimundo de FARIAS BRITO

1893–1917

2 min de leitura 432 palavras

Nasceu em São Benedito, 24 de julho de 1893, filho de Marcolino José de Brito e Eugênia Alves de Farias Brito. Estudou em Sobral, Fortaleza (preparatórios no Liceu) e Recife (Faculdade de Direito), bacharelando-se em 1884. Promotor Público em Viçosa e Aquiraz. Duas vezes Secretário de governo (com os presidentes dá província, Caio Prado e Senador Ávila); voltou a ocupar o mesmo cargo na república, na administração. Do General Clarindo de Queiroz. Nomeado Professor, de Grego do Liceu do Ceará, permutou a cátedra com o Professor de História, mas preferiu passar uma temporada em Belém (PA), ande montou banca de advogado e lecionou no Liceu do Pará e na Faculdade Livre de Direito de Belém. Também exerceu função de 3° Promotor da capital. De lá foi diretamente para n Rio de Janeiro e submeteu-se a concurso para catedrático do Colégio Pedro 11; classificado em 1° lugar, foi preterido em favor de Euclides da Cunha, mas conseguiu ser nomeado em decorrência da morte do autor de Os Sertões. Sem favor, o maior filósofo brasileiro, graças à sua obra de méritos inconfundíveis, traduzida nos, livros da série Finalidade do Mundo - Ensaios de Filosofia e Teologia Naturalista, assim discriminados: volume I - A Filosofia como Atividade Permanente do Espírito Humano (1895); volume II - A Filosofia Moderna (1898); volume III - Evolução e Relatividade (1905).

Complementa a série A Verdade como Regra das Ações, que encerra parte das aulas ministradas na Faculdade de Direito de Belém. Escreveu, ainda: A Base Física do Espírito (1912), e Mundo Interior (1914), que formam a série Ensaios Sobre a Filosofia do Espírito. Como poeta, deu a lume o volume Cantos Modernos (1889); escreveu, também, uma Pequena .História Sobre Fenícios e Hebreus (1891): Jornalista, redigiu “O Ira cerra”, com Álvaro de Alencar e J. C. Linhares d'Albuquerque; colaborou em “A Quinzena”, órgão do Clube Literário de Fortaleza, com poesias e uma série de artigos sobre Psicologia 2tnográfrca, publicou na revista do Instituto do Ceará estudos sobre Homens do Ceará (Tomás Pompeu e Guilherme Studart) e sobre a filosofia de Malebranche. Na Província do Pará divulgou conjunto de artigos sobre O Positivismo do Sr. Mamor Gomes de Castro e as Conferências do Padre Dr. Júlio Maria, posteriormente reunidas em opúsculos. Faleceu no Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 1917.

Fundador e patrono (cadeira 11° 31) da Academia Cearense de Letras. Patrono da cadeira n° 14 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro. Deu o seu nome ao Ateneu Literário Farias Brito de sua cidade natal e a um dos mais afamados colégios de Fortaleza.