SD

Biografia

SINHÁ D'AMORA

nasceu em 1906

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Nome artístico de Fideralina Correia de Amora Maciel.

Nasceu em Lavras da Mangabeira, 1° de setembro de 1906, filha de Francisco Augusto Correia Lima e Josefa Rolim de Morais Lima. Casou aos 22 anos com o poeta Amora Maciel e, quando este lhe perguntou o que mais queria na vida, respondeu-lhe simplesmente: “Estudar numa escola de Belas Artes”. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, ingressou na antiga Escola Nacional de Belas Artes, fazendo cursos de Desenho e Pintura, indo, depois, aprimorar os seus estudos na Academia de Belas Artes de Florença (Itália). Também cursou a Universidade da mesma cidade (Centro di Cultura per Stranieri). Conheceu todos os grandes museus da Europa, examinando minuciosamente cada tela e fazendo suas próprias observações. Começou a expor em 1942, no salão nobre do Palace Hotel do Rio de Janeiro, onde fez a sua primeira individual; expôs, depois, em Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e Niterói, tendo realizado, igualmente, uma exposição em Lisboa, na Casa das Beiras, a convite da Embaixada do Brasil em Portugal.

Algumas de suas premiações: medalha do Salão. Oficial do Rio de Janeiro (1941); menção honrosa no Salão Paulista de Pintura (1942); menção especial de louvar do Salão Feminino (Rio de Janeiro, 1943); medalha de prata do Salão dos Artistas Nacionais (Rio de Janeiro, 1947); medalha de honra do Salão de Abril (Fortaleza, 1955); menção honrosa do Museu Municipal de Valparaíso (Chile, 1969); escudo de ouro da Sociedade Brasileira de Belas Artes (Rio de Janeiro, 1971); comenda do Museu Mariano Procópio (Juiz de Fora, 1973), e medalha de ouro do Salão dos Artistas Nacionais (1975). Recebeu a medalha José de Alencar, do Conselho Estadual.de Cultura do Ceará (1977) e a comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito das Belas Artes (1977) Homenageada, também, pela Fundação Cultural de Fortaleza com a placa de prata do Mérito Cultural (1994). Membro da Academia Brasileira de Belas Artes (acadêmica emérita). Fundou o Curso de Restauração “Maria de Lourdes Guimarães”, da Sociedade Brasileira de Belas Artes e o Museu do Crato, onde existe uma sala com o seu nome, ornada com 23 quadros da sua autoria. Está citada em numerosos livros de arte e sua obra tem sido fartamente elogiada por fulgurantes escritores e críticos de arte.