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Biografia

Domingos José Nogueira Jaguaribe

1820–1890

Visconde de Jaguaribe
Este nome aparece em 3 outros verbetes do acervo Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho 1847 Domingos José Nogueira JAGUARIBE 1820–1890 · Aracati Domingos José Nogueira JAGUARIBE FILHO 1847–1926 · Fortaleza
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Nasceu na cidade do Aracaty a 14 de Setembro de 1820, sendo seus genitores o Capitão João Nogueira dos Santos e D.a Joanna Maria da Conceição.

Matriculou-se na Academia de Olinda ern 1841, e no seu 2.° anno já tomava assento, como supplente de deputado, n'Assembléa Provincial do Ceará.

Em 1845 tomou o grau de Bacharel em Direito, sendo nomeado Promotor Publico de Sobral, e depois da comarca da Fortaleza, Capital da Província.

No biennio de 1850 a 1851 foi eleito deputado provincial, e na l.a sessão eleito presidente d'Assembléa, redigindo ao mesmo tempo o Pedro II, orgam do partido conservador, em cujas fileiras militou.

Para a legislatura de 1853 a 1856 foi eleito deputado geral, e na l.a sessão da Camara eleito 2.o secretario. Nessa legislatura distinguiu-se na tribuna, proferindo um discurso sobre a instrucção, que mereceu do Visconde de Castilho muitos elogios em carta que foi publicada no Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro e transcripta no Pedro II.

Foi eleito ainda na seguinte legislatura de 1857 a 1860 pelo 4.° districto com sede em Baturité e também na de 1861 a 1864 pelo 2.° districto com sede em Sobral.

Na legislatura de 1864 a 1866, já no domínio liberal, conseguiu no 2.° anuo ser eleito pelo 1.° districto em substituição ao deputado Dr. Frederico Augusto Pamplona, que fallecera.

Subindo os conservadores ao poder em 1867, Jaguaribe, que se achava a esse tempo fora do paiz, em uma commissão patriótica, no Paraguay, foi eleito deputado geral pelo 1.o districto da sua Província, sendo seu nome incluído em lista sextupla senatorial, e escolhido senador do Império no anuo seguinte.

Fez parte do glorioso ministério de 7 de Março de 1871, presidido pelo Visconde do Rio Branco, com a pasta da guerra, sendo agraciado, após a libertação dos escravos no Brasil, com o titulo de Visconde de Jaguaribe com grandeza.

Na magistratura, foi Juiz de Direito das comarcas de inhamuns, do Crato e de Sobral, em que se aposentou para desincompatibilisar-se para a eleição de deputados geraes; mas em 1872 foi reintegrado na magistratura sendo nomeado Juiz dos Feitos, da Corte, logar que exerceu até a proclamação da Republica, quando foi nomeado Desembargador da Relação do Recife, donde pouco depois foi removido para a da Capital Federal.

Na Capital do Ceará fundou em 1862 o jornal Constituição, orgam do partido conservador, e occupou o logar de lente de Rhetórica do Lyceu, no qual se aposentou em 1874. Foi também Director do Lyceu e Inspector geral da iustrucção publica.

De volta de sua visita e despedida aos patrícios e amigos no Ceará, falleceu repentinamente na Capital Federal a 5 de junho de 1890 e sepultou-se no. Cemitério de S. Francisco Xavier, com 69 annos de edade.

Publicou6

  1. Discurso proferido na sessão 1 de Março de 1877 a propósito da eleição senatorial do Rio Grande do Norte.
  2. Discurso pronunciado no Senado na sessão de 15 de Junho de 1880 sobre limites entre as províncias do Ceará e do Piauhy, impresso na Typ. Nacional, Rio de Janeiro, 1880, in S.° peq., de 78 pp.
  3. Discurso pronunciado no Senado na sessão de 23 de Agosto de 1880 sobre o Orçamento do ministério do Império, Rio de Janeiro, Typ. Nacional, 1880, in 8.° de 96 pp.
  4. Exposição que faz o Senador Domingos José Nogueira Jaguanbe, Presidente da Commissão Central Cearense, acerca da Subscripção promovida nesta Corte e Províncias visinhas em favor dos infelizes flagellados pela secça do Ceará. A' essa exposição vem juntos como appendice Artigos escrip-tos pelo Dr. Liberato de Castro Carreira sobre a Secca do Ceará e publicados no Jornal do Commercio (1877-78).
  5. Brasil antigo Atlantide e Antiguidades Americanas, 1910, Casa Garraux, S. Paulo.
  6. Discursos lidos pelo Dr. Domingos Jaguaribe, Presidente do 2.0 Congresso de Geographia, por occasião da abertura e do encerramento do mesmo, 1910, Casa Garraux, S. Paulo.

Bibliografia1

  1. Brasil antigo Atlantide e Antiguidades Americanas, Casa Garraux, S. Paulo, 1912.