Nome artístico de Mário Mendes.
Nasceu em Baturité, 25 de dezembro de 1907. Levou vida boêmia no Maranhão, Amazônia e Bahia, antes de fixar-se, com menos de 20 anos, no Rio de Janeiro. Sua primeira charge, focalizando o maestro Francisco Braga, foi publicada na “Revista Musical”, número de 1° de julho de 1927. Começou a desenhar ainda adolescente, a troco de míseros níqueis, nos cafés da Praça do Ferreira, em Fortaleza. Sofreu influências do paraguaio Andres Guevara e do mexicano Enrique Figueiroa. Alcançou grande popularidade em todo o País, graças ao seu espírito satírico e ao braço firme e seguro, tendo-se especializado em cabeças. Entre as figuras que retratou com o seu lápis, figuram o ex-Rei Carol (da Romênia), o escritor Eça de Queiroz, o General Góis Monteiro e o Professor Maurício de Medeiros, da Academia Brasileira de Letras. Trabalhou durante muitos anos para o jornal “A Noite” e a revista “A Noite ilustrada” das empresas incorporadas ao Patrimônio Nacional e também colaborou em quase todos os jornais do Rio de Janeiro. Em 1944 teve uma retrospectiva de sua arte apresentada com grande êxito no Museu Nacional de Belas Artes:m 1950 publicou o manual Aprenda a Desenhar Caricaturas, que se tornou uma espécie de bíblia para quantos se interessam em ingressar e desenvolver-se no ramo. Em 1965 participou da coletiva O Rio na Caricatura, realizada pela Biblioteca Nacional. Ganhou medalha de bronze no Salão Nacional de Belas Artes, em 1968, com os desenhos A Bailarina e Meninas. Cultivou, igualmente, à pintura no seu atelier de Santa Teresa.