Nome artístico de Manoelito Soares Morais.
Nasceu em Fortaleza Começou nas antigas apresentações do O Mártir do Gólgota e no Conjunto Teatral Cearense, dirigido por José Cabral. Vindo para o sul do país, teve destaque no filme de Osvaldo Sampaio A Estrada, rodado em São Paulo, no qual atuou com Miro Cerni e Agnes Fontoura. No Rio de Janeiro, trabalhou na peça O Manjar dos Deuses e consagrou-se na interpretação de Pedro Mico, notável peça de Antônio Calado (1956). Voltou ao cinema em Gimba - Presidente dos Valentes; Montanha dos Sete Ecos; Nudista à Força; Perpétuo Contra o Esquadrão da Morte e Mineirinho Vivo ou Morto. Foi sucesso em Maria Bonita, Rainha do Cangaço. Valorizou Barão Otelo no Barato dos Bilhões, Os Devassos e Sagarana - o Duelo, do romance de Guimarães Rosa. Seu grande papel no teatro foi Um Edifício Chamado 200, de Paulo Pontes. Participou de numerosos outros espetáculos, filmes e novelas de televisão, devendo ser lembrando pela sua interpretação de Carlos no filme O Homem de Papel, que Carlos Coimbra realizou no Ceará sobre roteiro de Ezaclir Aragão. Morreu no Rio de Janeiro, 1995.