MM

Biografia

Martim Soares MORENO

datas não informadas no verbete

2 min de leitura 305 palavras

Sobrinho de Diogo de Campos Moreno, chegou ao Brasil com pouco mais de 16 anos de idade. Foi incorporado à expedição de Pero Coelho de Sousa ao Ceará (1603), com a recomendação de que deveria aproximar-se dos índios, identificar-se com eles, conhecer os seus costumes e aprender-lhes a língua. Alcançou êxito no desempenho da missão que lhe foi confiada e conquistou a amizade e confiança dos tapuias.

Em 1610 foi novamente mandado ao Ceará, com a missão de criar um estabelecimento industrial, em tomo do qual haveria de desenvolver-se a vida da então capitania, ainda subordinada ao governo de Pernambuco. Moreno levantou as primeiras construções de Fortaleza e uma paliçada, a titulo de fortim, para defender-se das incursões dos invasores franceses e holandeses. Seguiu em 1613 como lugar-tenente de Jerônimo de Albuquerque até o Maranhão; dali viajou para Portugal e Espanha e, voltando ao Brasil, foi nomeado Governador da capitania do Ceará em 1619 e teve de reiniciar o trabalho de construção da vila, pois praticamente nada restava do que ele fizera anteriormente. Teve na empreitada o valioso ajuda aos índios e do velho Jacaúna, que o ajudaram a expulsar definitivamente os holandeses em 1624/1625. Foi condecorado com o Hábito de Santiago, em reconhecimento aos serviços prestados à Coroa Portuguesa. Introduziu na região o criatório de gado vacum e cavalar e a plantação de cana de açúcar.

Permaneceu como Capitão-mor até-1631, quando, substituído pelo sobrinho Domingos da Veiga, foi para Pernambuco, lutar contra os holandeses, alcançando, então, o título de Mestre de Campo. Esteve depois na Bahia e retornou a Portugal por volta de 1645, sendo ignorada a data de sua morte. Considerado o Patriarca da Civilização do Ceará, conforme a opinião de Pedro Calmon, foi imortalizado por José de Alencar como o Guerreiro Branco, enamorado de Iracema - pais de Moacir, o primeiro cearense.