Nasceu em Pedra Branca, 10 de maio de 1891, filho de Leonardo Ferreira da Mota e Maria Cristina da Silva Mota Fez seus estudos na cidade natal, Quixadá, Fortaleza (Seminário da Prainha, Liceu e Faculdade de Direito) e Rio de Janeiro, onde colou grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (1916). Começou a lecionar no Ginásio. São José, na serra do Estêvão; em 1912 dirigiu ò Instituto José de Alencar, em Ipu, e fundou o Recreio Literário. Também foi Promotor de Justiça em Ipu. Como jornalista, atuou na “Gazeta do Sertão” (Ipu), “Gazeta Oficial” e “ Correio do Ceará”. Dedicado à pesquisa e estudos folclóricos; para o que percorreu todo o sertão do Ceará, 270.,- 271 não hesitou em vender o título de concessão de um cartório para com o produto continuar realizando os seus trabalhos. Em 1921 recebeu o título de Membro correspondente do Instituto Histórico da Bahia. Na reorganização -havida em 1930, foi admitido à Academia Cearense de Letras (cadeira n° 16, patrono: Franklin Távora) e no ano seguinte foi eleito para o Instituto do Ceará. Publicou: Cantadores (1° edição, Rio de Janeiro, 1921); Violeiros do Norte (1925, premiado pela Academia Brasileira de Letras); Sertão Grande (1928, editado em Belo Horizonte); No Tempo de Lampião (1930, Rio de Janeiro); Prosa Vadia (1932, Fortaleza), e A Padaria Espiritual (1938, Fortaleza). Post-mortem, foram publicados o Adagiário Brasileiro (1982), reconstituído por seus filhos Moacyr e Orlando Mota, e Cabeças Chatas (1993, Brasília, revisto pelo filho Moacyr). Conhecido carinhosamente como Leota, recebeu os epítetos de Mistral Brasileiro, Príncipe dos Folcloristas Nacionais Missionário da Lira Plebéia e Garimpeiro de Filões Poéticos. Morreu em Fortaleza, 2 de janeiro de 1948. Em 1952 foi dado o seu nome a uma rua da Aldeota, em Fortaleza. Patrono de cadeiras da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Denominação da livraria da Casa de Cultura São Saruê (Rio de Janeiro).
LF