Nasceu em Fortaleza, 12 de julho de 1861, filho de João Francisco de Oliveira e Maria Isabel de Paiva Oliveira. Cursou o Seminário do Crato e a Escola Militar do Rio de Janeiro, que abandonou por motivo de doença (tuberculose pulmonar). Voltou ao Ceará à procura de melhores ares, numa tentativa de cura. Abolicionista, ingressou no grupo do jornal “Libertador”, escrevendo aos sábados a crônica A Semana, juntamente com João Lopes e Antônio Martins, assinando-se com o criptônimo de Gil Peri & Cia.. Um dos fundadores do Clube Literário, colaborou regularmente na revista A Zabelina ou Tacha Maldita, conto em versos (1883), A Afilhada e os sonetos de Sons da Viola. Quando ainda aluno da Escola Militar do Rio de Janeiro, publicou no jornal “Cruzada” o romance Tal Filha, Tal Esposa e os, sonetos da série Transparências. Deixou inédito o romance Dona Guidinha do Poço, de que foram publicados alguns capítulos na “Revista Brasileira” em 1899; editado em livro em 1952, quando foram recuperados os seus originais, mostrou a personalidade de um grande romancista, um dos maiores do Brasil. Secretário do Governo e 1° Oficial da Secretaria de Governo do Ceará. Morreu em Fortaleza, 29 de setembro de 1892. Patrono de cadeiras da Academia Cearense de Letras (n° 25) e Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro (n° 13).
MP