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Biografia

Roberto POMPEU DE SOUSA BRASIL

1914–1991

2 min de leitura 409 palavras

Pertencente a tradicional família cearense. Nasceu em Redenção 1914.. Veio jovem para o Rio de Janeiro, pensando estudar Direito, mas se 1 Professor de Português do Colégio Pedro II. Estudou Matemática e Filosofia com Pontes de Miranda. O seu entusiasmo o levou à Juventude Comunista, logo a amizade com Augusto Frederico Schmidth o trouxe de volta à igreja. Foi Datiloscopista do Ministério do Trabalho. A grande paixão de sua vida foi jornalismo, tendo-se iniciado na antiga “Folha Carioca”, que abandonou quando o jornal manifestou opiniões favoráveis à Alemanha nazista; ingressou, então, no “Diário Carioca”, fazendo o comentário diário da política de guerra. Isso o levou aos Estados Unidos, para um curso de dezoito meses na Fundação Rockfeller; que preparava jornalistas internacionais para um programa relacionado à eclosão da. segunda guerra mundial. De volta ao Brasil, foi comentarista de rádio, e entre os seus colaboradores teve o futuro Marechal Castelo Branco como observador militar. Como crítico de teatro, participou do movimento de renovação levado avante por Ziembinski e Nelson Rodrigues. Voltou à redação do “Diário Carioca” - de que se tornou Secretário e Diretor ; escrevia a seção A Guerra Dia-a-Dia e promoveu no jornal profundas mudanças, que se refletiram em toda a imprensa brasileira, como a instituição do lead e de um manual redação nas bases do Sty1e Book americano. Em 1945 conspirou para derrubar o Estado Novo; em 1950 posicionou-se contra o retorno de Getúlio Vagas ao poder e em 1954 foi uma espécie de “Presidente da República do Galeão”, lidando ao lado de Coronéis da Aeronáutica no sentido de esclarecer a morte do Major Rubens Vaz e prender os seus assassinos. Em 1955 assumiu função de porta-voz do Marechal Lott e tornou-se juscelinista.

Usou o pseudônimo de Roberto Brandão nos bilhetes diários que publicava, à moda de Jânio Quadros, combatendo o então Presidente da República. Em 1961 participou da resistência contra o golpe militar. Transferiu-se para Brasília, servindo como Secretário de Imprensa do Primeiro Ministro Tancredo Neves. Chamado por Darcy Ribeiro, colaborou na implantação da Universidade de Brasília, criando a Faculdade de Jornalismo (Curso de Comunicação), da qual foi Diretor. Esteve algum tempo em São Paulo como Editor de fascículos da Editora Abril e, retornando à capital federal, exerceu ali durante dez anos o cargo de Chefe da Sucursal de VEJA. Em 1985 foi titular da Secretaria de Educação do Distrito Federal e elegeu-se Senador, integrando a Assembléia Nacional Constituinte. Morreu em 11 de junho de 1991.