Nasceu em Fortaleza, 16 de outubro de 1901, filho de Alfredo e Maria Cecília Pompeu de Sousa Magalhães. Ingressou no Exército como soldado e chegou a sargento, mas abandonou a caserna. Impetuoso e vibrante, tinha a carreira militar nas veias e ingressou na Escola Militar; na revolução de 05/07/1922, no governo Epitácio Pessoa, foi definitivamente excluído do Exército, e teve de procurar outro rumo. Voltou ao Ceará, enfrentou imensas dificuldades, mas conseguiu entrar para a Faculdade de Direito, diplomando-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. A esse tempo, havia entrosado bom relacionamento com ilustres personalidades da cultura cearense e tomou a si a tarefa de reorganização da Academia Cearense de .Letras; em sua rasa, no Alagadiço, reuniu grupos de interessados e, ao foral, com o apoio do Professor Matos Peixoto, seu professor na Faculdade e então chefe do Executivo Cearense, conseguiu o seu intento: ocupou a cadeira n° 8 (patrono: Capistrano de Abreu), e assumiu a secretaria-geral da entidade, que passou a ser presidida por Antônio Sales. Fez parte, também, da comissão presidida por Joel de Lima Linhares, incumbida de elaborar o novo estatuto acadêmico. Ainda uma vez retornou às fileiras do Exército, atingiu o posto de Capitão e foi reformado compulsoriamente em 1935. Faleceu em 18 de abril de 1938 e deixou apenas um livro - Ceará Colônia - que não teve grande ressonância no seio da crítica.
VM