Bacharel em sciencias jurídicas e socíaes pela federal Faculdade de Direito do Recife; ex-promotor publico das comarcas de Inhamuns (F888), Ipú, Fortaleza (que mediante permuta deixou, apenas assumido o respectivo exercício) e Baturité (1889—1890); ex-juiz municipal do Termo de Caratheús (1890 — 1891), ex-juiz substituto dos Termos de Tamboril (1891 — 1895), Sant’Anna do Acarahú (1895) e Viçosa (1895—1897); ex-juiz de direito das comarcas do Jardim (Cariris) (1897—1898), Ipú (1898 — 1909); Pacatuba (1906—1907) e da 2,' varada capital do Estado (1907— 1908); ex-Secretário d'Estado dos Negócios da Justiça, cargo em que, por força de lei vigente, accumulou as funcções do de Chefe, junto ao Governo do Presidente Nogueira Accioly (1908 — 1909) e desde 24 de Julho de 1909 Desembargador do Superior Tribunal da Relação do Estado.
É filho de Candido José de Carvalho, fallecido, e de D.a Francisca Izabel da Souza Carvalho, sendo seus irmãos: José Candido de Souza Carvalho, commerciante, e D.a Raymunda C. de Souza Carvalho Ximenes.
Casou-se em 1888 com D.a Francisca Carolina Pessoa, filha do bacharel Leocadio de Andrade Pessoa, desembargador do Tribunal da Relação da antiga província do Maranhão, cearense, já fallecido, e de D.a Hermelinda Pereira Jacintho da Motta Pessoa.
É bisneto, pelo lado paterno, do português José Ignacio de Carvalho o qual desposara em Granja uma moça da familia Brito e Passos—(familia hoje disseminada em grande parte pelo visinho Estado do Piauhy)—ao mesmo tempo que outra moça, irmã da sua mulher, casava-se com Thomaz de Andrade Pessoa, patrício e companheiro de José Ignacio na travessia de Portugal para o Brasil, e de Joaquim Pereira Cavalcante, das famílias Cavalcante Motta, Furtado de Mendonça e Andrade Pessoa, gente d'entre a qual em tempos em que o espirito de revolta mais agitou o Ceará, província monarchica, salientaram-se, entre outros, João de Andrade Pessoa Anta, executado politico, e José Marianno, que administrou a província.
José Bemvenuto de Carvalho, avô paterno de Felix Candido, tendo sido preso como muitos outros, foi do numero dos indultados após o fracasso da infeliz Republica do Equador.
Pelo lado materno é neto de Felix José de Souza (n. em 1800 e m. em 1889), Coronel Commandante Superior da G. Nacional da Comarca do Ipú, o qual teve por avô a outro Felix José de Souza, vindo da antiga província da Parahyba.
Francisco de Souza Oliveira, filho desse emigrado da Parahyba e pae do Coronel Feliz, casou-se com D.a Agueda Xavier de Mattos Madeira, filha de Manoel de Mattos Madeira, português, que para a antiquíssima povoação do Riacho dos Guimarães, próxima da villa de Caiçara (Sobral) já viera casado, resando chronicas sertanejas que, conforme após a morte de Madeira se verificou de papeis que este sempre subtrahira ao conhecimenlo dos mais íntimos, era o dito Madeira, que no Estado tem grande descendência, um alto titular da nobreza de Portugal, de nome diverso desse pelo qual se fazia tratar, e evadido da sua terra ante a mortal perseguição desenvolvida contra a sua familia pelo Conde de Oeiras, poderosíssimo Ministro d'El-Rei Dom José. Verdadeiro ou não em sua fonte, o caso adquiriu foros detradicção e delle occupou-se um escriptor obscuro mas intelligente e consciencioso, e velho Professor publico Manoel Ximenes de Aragão, fallecido ha 30 e tantos annos, jamais se tendo feito imprimir alguma das suas memorias.
Uma irmã de Mattos Madeira ao passar com a familia em Pernambuco, ahi ficou como freira que era em um convento. Chamava-se também Agueda.
De Francisco de Souza Oliveira era irmão germano o Padre Gonçalo Ignacio de Loyola Albuquerque Mello Mororó fuzilado, como outros, pelo crime politico da proclamação da ephémera “Republica do Equador”, na qual foi secretario do Presidente Tristão Gonçalves de Alencar Araripe.
Ainda pelo lado materno é Felix Candido descendente das famílias, que se conheciam sob os cognomes de Barbosa, de portugueses deste nome, dos quaes um seu tio bisavô, Antonio Barbosa, foi assassinado em Campo Grande então Villa Nova d'EI-Rei, a mando do famigerado Manoel Martins Chaves, que foi preso pelo Governador João Carlos Augusto de Oeynhausen e remettido para o Limoeiro em Lisboa, de Farias, (dos quaes um, João de Farias Leite, bisavô, sendo nomeado Capitlo-mór, foi assassinado no levante dos Cajagés), Ferreira Passos, Nóbrega (hoje transmudado em Nobre) e Furtado.