Nasceu em Fortaleza, 9 de abril, filha de Vicente Soares e Edith Studart Soares. Desde pequena, revelou arguto espírito de observação, não se deixando levar pelo que lhe diziam. Já sabia ler e escrever quando ingressou no curso ginasial do Colégio da Imaculada Conceição, onde muito aprendeu com as freiras. A admiração pelo tio Guilherme fez com que, menina ainda, ingressasse no jornalismo: com menos de 15 anos, escrevia crônicas e artigos sobre variados assuntos, publicados nos jornais diários de Fortaleza. Aprimorou o aprendizado de Educação e Psicologia, ingressou no quadro de funcionários de SESI (Serviço Social da Indústria) e mudou-se para o Rio de Janeiro. Assumindo a liderança do movimento feminista, viu abrirem-se para si as portas da política, e elegeu-se, seguidamente, Deputado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, onde tem sido sempre figura de proa, apresentando projetos de que resultam benéficas leis para a região e seu povo.
Sua estréia em livro deu-se em 1953 no volume.Naipes, em que crônicas suas apareceram ao lado de outras de autoria de três escritores cearenses: Evangelina Acióli, Maria de Lourdes Vasconcelos Pinto e Cândida Maria Santiago Galeno. Seguiu-se o romance A Primeira Pedra (1955) e, em 1956, a publicação de Diz-me teu Nome conferiu-lhe sucesso extraordinário, tendo merecido os prêmios “Orlando Dantas”, do Jornal Diário de Notícias, e “Júlia Lopes de Almeida”, da Academia Brasileira de Letras. Tristão de Ataíde, sempre rigoroso no seu julgamento, não lhe poupou elogios e assinalou ser Diz-me teu Nome, “antes de tudo, um romance escrito com uma simplicidade estilística que não se confunde com a vulgaridade terra a terra” De sua obra constam títulos como: A Culpa (1953); Deus não Paga em Dólar (1966); Mulher, Objeto de Cama e Mesa (1969); O Pardal é um Pássaro Azul (1975); China, o Nordeste que deu Certo (1976) e O Estandarte de Agonia (1961).