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Biografia

JUAREZ do Nascimento Fernandes TÁVORA

1899–1975

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Nasceu em Jaguaribe-Mirim em 14 de julho de 1899, filho de Joaquim Antônio do Nascimento e Clara Fernandes Távora do Nascimento. Interrompeu os estudos na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e ingressou na Escola Militar de Realengo, sendo declarado aspirante a oficial em 1922, ano em que ocorreu a famosa marcha dos 18 do Forte. Pouco tempo antes, tendo tomado posição com seus colegas no levante contra o Presidente Epitácio Pessoa, fora preso e conseguira fugir; começava aí toda uma vida de luta, heroísmo e dedicação à pátria. Em 1924, no Paraná e Rio Grande do sul, onde se encontrava, participou da revolta, iniciada em São Paulo, contra o Presidente Artur Bernardes. Integrou a coluna Prestes, mas não aderiu às idéias do líder, que se tornaria o chefe do movimento comunista no Brasil.

Em 1930, sendo Capitão, assumiu o comando das forças revolucionárias do Nordeste no movimento de que resultou a ascensão de Getúlio Vargas ao poder. Numa demonstração do seu espírito patriótico, recusou a promoção a general, que lhe foi oferecida pelo novo mandatário da nação. Foi Ministro da Viação e, posteriormente, da Agricultura. Manteve-se ao lado de Vargas na revolução constitucionalista de 1932, comandando ações militares contra os sublevados. Rompeu com Getúlio, dois anos depois, por discordar da sua eleição indireta para a presidência da república, e a partir de 1937 colocou-se visceralmente contra seu posicionamento ditatorial e o Estado Novo. Foi um dos chefes do movimento que alijou Vargas do poder em 1945 e alinhou-se aos políticos que pregavam a restauração democrática das instituições nacionais. Foi comandar a VI Região Militar e desempenhou outras importantes funções até 1954, quando teve atuação marcante nos fatos que culminaram com o dramático suicídio de 24 de agosto. Fundador e Comandante da Escola Superior de Guerra. Chefe da Casa Militar do Presidente Café Filho. Como candidato à presidência da república pela UDN (União Democrática Nacional), foi derrotado por Juscelino Kubitschek nas eleições de 1955. Deputado Federal pelo estado da Guanabara (1958), foi autor de projetos de impacto social, destacando-se o da participação dos empregados no lucro das empresas. Com Castelo Branco, voltou ao ministério, ocupando a pasta da Viação. Teve todas as promoções por merecimento, galgando o posto de marechal. Publicou: Petróleo para o Brasil; Produção para o Brasil; Átomos para o Brasil; Organização para o Brasil; Política de Desenvolvimento para o Brasil, e Uma Vida e Muitas Lutas (livro de memórias). Morreu no Rio de Janeiro, 18 de julho de 1975. Foi adido militar do Brasil no Chile. Patrono da cadeira n° 27 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro.