Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense
Nasceu em Baturité a 23 de Outubro de 1844, sendo seus paes o Coronel Manoel Antonio d'Oliveira e D. Francisca Leopoldina d'Oliveira.
Tendo feito os estudos primários na cidade natal, seguiu para o Recife, matriculou-se no Imperial Instituto de N. Senhora do Bom Conselho e, concluídos os preparatórios, entrou para a Faculdade de Direito na qual se diplomou em 1870. Quando alumno do 3.o anno offereceu-se como voluntário e seguiu para a Campanha do Paraguay donde regressou com as divisas de capitão por actos de bravura.
De volta ao Ceará, exerceu os cargos de juiz municipal dos termos do Pereiro e Jaguaribe-mirim e honrou a tribuna politica como deputado provincial.
Com a proclamação da Republica foi nomeado juiz de casamentos da Fortaleza, e fez parte da Assembléa Constituinte, mas a revolta das tropas federaes tendo apeado do governo ao general José Clarindo de Queiroz, foi elle demittido do cargo e viu-se afinal forçado para manter-se e a numerosa família a procurar recursos, como muitos outros, nas regiões inhospitas da Amazónia.
Alli, em Manaos, entregou-se á advocacia e redigiu o Amazonas Commercial, como em Fortaleza fora durante o ostracismo politico um dos redactores do Norte.
Falleceu a 4 de Outubro de 1897 em Fortaleza, victi-ma de padecimentos pulmonares aggravados com sua estada das regiões do extremo Norte.
Poucos dias depois de sua morte Drumond da Costa, José Lino, Rodrigues de Carvalho e outros distinctos amigos de Oliveira Sobrinho publicaram uma Polyanthéa, significativa demonstração de apreço aos méritos do illustre morto.
Oliveira Sobrinho é autor de um poemeto intitulado Sonhos do livre, que dedicou a José de Alencar; d'O Escravo, drama em 3 actos, Recife, Typ. Mercantil de C. Q. Muhlert & C.a, 8.o de 117 pags. publicado em 1870; de Julia, drama lido na Escola Popular de Fortaleza e sobre o qual Th. Pompeu escreveu uma critica em um dos Cearense de Abril de 1875 e de Mario ou as Desventuras de um voluntário, romance publicado em folhetim no jornal Constituição de Fortaleza em 1869.
O drama O Escravo deu-lhe entrada no Grémio Dramático do Recife ao lado de Castro Alves, Joaquim Villela, Almeida Cunha e outros bellos talentos daquella epocha.
Consta que deixara ainda em manuscripto uma biographia do senador Thomaz Pompeu, uns apontamentos para a historia do abolicionismo no Ceará, que ninguém melhor que elle poderia escrever attento a parte saliente que tomou nessa campanha gloriosa, e uma traducção dos Cânticos de David.
Segundo 1001 Cearenses Notáveis
Grafado como Francisco Antônio de OLIVEIRA SOBRINHO
Nasceu em Baturité, 23 de outubro de 1844, filho de Manoel Antônio de Oliveira e Francisca Leopoldina d'Oliveira Em Recife fez os preparatórios e cursou a Faculdade de Direito, bacharelando-se em 1870. Voluntário da campanha do Paraguai, de onde voltou com as divisas de Capitão, que lhe furam concedidas por atos de bravura. Juiz Municipal de Pereiro e Jaguaribe-Mirim. Juiz de Casamentos em Fortaleza. Deputado Provincial. Advogado em Manaus. Jornalista (“O Norte”, de Fortaleza; “Amazonas Comercial”). Abolicionista. Poeta, dedicou a José de Alencar o poemeto Sonhos do Livre. Dramaturgo (O Escravo; Júlia); pertenceu ao Grêmio Dramático de Recife, ao lado de Castro Alves e outros nomes ilustres. Morreu em Fortaleza, 4 de outubro de 1897.