FS

Biografia

Francisco Brigido dos Santos

nasceu em 1846

Este nome aparece em outro verbete do acervo Francisco Brígido dos SANTOS 1846–1882 · Baturité
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Era filho de Ignacio Brigido dos Santos, e D.a Vicencia Maria de Jesus. Pelo lado paterno era de um ramo da familia Barata, da Bahia, estabelecida no Icó; pelo lado materno tinha por avós Francisco de Paula Rubim, mineiro, antigo proprietário do Córrego dos índios em S. Maria Magdalena, do Rio de Janeiro, e sua mulher D.a Maria Juliana Leite, paulista.

Nasceu em Baturité a 11 de Agosto de 1846.

Foi, algum tempo, caixeiro na cidade do Crato.

A 2 de Maio de 1865 achando-se em Fortaleza foi nomeado alferes da cavallaria da G. N. do Crato, e a 20 desse mês embarcou com destino á guerra do Paraguay, fazendo parte d'um contingente de voluntários da pátria, levado ao Rio de Janeiro pelo major José Perigrino Viriato de Medeiros. Não tinha ainda 19 annos completos.

Na organização, que se fez no Rio de Janeiro, dos voluntários do Ceará, em um batalhão que tomou a numeração de 26 de voluntários da pátria, foi aproveitado no posto de tenente por apresentação do Conselheiro José Liberato Barroso.

Teve accesso para capitão a 6 de Maio de 1866, sendo a 24 de Outubro condecorado cavalleiro da Ordem da Rosa, pelos serviços prestados nos combates de 16 e 17 de Abril, 2 e 24 de Maio.

A 22 de Novembro desse anno foram-lhes concedidas as honras de capitão do exercito, mercê confirmada pela carta patente de 25 de Agosto de 1869. A 5 de Agosto de 1873 lhe foi conferida a medalha geral da campanha do Paraguay com passador de prata tendo o n.o 5.

No ultimo daquelles combates recebeu, em uma mão, gravíssimo ferimento, que o fez estar largo tempo n'um hospital.

Tendo voltado ao Ceará, em começo de 1867, regressou á Corte, commandando um contingente da G. N. designada para a guerra, e chegando alli foi addido ao carpo de Invalidos, servindo no quartel do Campo de S. Anna. Escolhido pelo ministro Paranaguá, commandou uma das duas alas da força enviada á praça do Rocio para desalojar os facciosos, que, em junho, hostilisavam a policia e causavam-lhe grandes perdas, atacando-os á noite, forçando o portão do lado do sul, em quando outro capitão fazia o mesmo do lado opposto, sendo os amotinados dispersos com grande damno; sahiu porem, ferido. Ainda conteve a ferro frio uma amotinação de soldados presos na cadeia militar, sahindo contuso.

De volta ao Ceará, foi nomeado capitão do corpo de policia a 3 de Setembro ainda de 1867.

Demittido em 1872, seguiu para o Rio, de onde voltou para o Amazonas, com o coronel Valporto, addido ao exercito. Dispensado, dirigiu-se para o Rio Madeira, onde por algum tempo se occupou da extracção da borracha.

Voltando finalmente ao Rio, a 3 de Junho foi nomeado commandante da colonia de Albuquerque, e ahi pereceu em Setembro de 1882, pelo suicidic, disse a pequena e suspeita guarnição, assassinado a tiro, presumiu muita gente da cidade visinha, Curumbá.