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Biografia

Álvaro Bomilcar

nasceu em 1874

Este nome aparece em outro verbete do acervo Álvaro da Cunha BOMÍLCAR 1874–1957 · Crato
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Nasceu em 1874 na cidade do Crato, e foram seus paes Fenelon Bomilcar da Cunha e D.a Anua de Alencar Bomilcar.

Sahiu do Ceará em 1888, com destino ao Rio de Janeiro afim de seguir a carreira commercial, na qual permaneceu trez annos, não tendo como caixeiro feito progressos apreciáveis. Em 1892 assentou praça no Exercito e foi-lhe designada a Escola Militar do Ceará; em 1893 seguiu para os campos do Rio Grande do Sul, afim de defender o governo d'aquelle Estado, então ameaçado pelas eventualidades da celebre revolução, que devia, mais tarde alliada aos descontentes da Armada, trazer ao paiz tão grande copia de males.

Tendo deixado os campos do Sul em 1894, reencetou seus estudos na Escola Militar do Rio em 1896, mas em Maio de 1897, por ter sido considerado um dos principaes autores do movimento de indisciplina da Escola Militar da Capital Federal, foi desterrado com outros collegas para o Estado deMatto Grosso, onde permaneceu até Abril de 1899, mez e anno em que conseguiu escusa do serviço militar, tal carreira ficando de uma vez cortada para elle.

Desde esta data dedicou-se á vida de empregado publico, e occupava ultimamente o logar de 4.° escripturario do Thesouro na Capital Federal quando foi convidado por João Cordeiro, prefeito do Juruá, para servir-lhe de secretario (Janeiro de 1910).

Como jornalista fundou, com Pedro Trony, a “Pátria”, órgão político que por algum tempo teve vida prospera em Matto Grosso, e o “Sertanejo”, brilhante periódico literário; com Pereira da Silva, literato fluminense, fundou no Rio de Janeiro, “O Palladiom” semanário artístico, de ephemera duração; no Norte do Brasil fez parte das redacções da Republica, órgão da facção Lauro Sodré, no Pará, e dos jornaes amazonenses Federação e Amazonas, durante o tempo em que residiu em Manáos.

Conheço delle os seguintes trabalhos3

  1. Graciosa, conto ao qual segue uma parte poética sob o titulo Lagrymas de oiro, Manaos, 1901 Typ. do Progresso 50 pp.
  2. Poemas sentidos, 1894—1902, Ceará—Fortaleza, 152 pp. in 8.°, sobre os quaes escreveu Maranhão Sobrinho na Revisia Os Novos, Maranhão, Julho, 1903.
  3. Elegia á memória do pranteado poeta cearense Álvaro Martins, fallecido a 30 de lunho de 1906, Fortaleza, Typo-Li-thographia Cearense, 1906.