Filho de Francisco Balthasar Ferreira Facó e D.a Maria Adelaide de Queiroz Facó; casados a 25 de Fevereiro de 1843, nasceu em Cascavel a 24 de Julho de 1847.
Fez acto do 5.o anno na Faculdade de Direito do Recife a 9 de Novembro de 1872, não recebendo então o grau por ter de prestar um juramento contrario ás suas crenças religiosas e politicas.
Foi acclamado em Assembléa Geral de 28 de Novembro Presidente honorário do Club Republicano do Recife, recebendo uma carta da directoria daquelle grêmio, “como um credito da eterna estima, admiração e profundo respeito de todos os seus correligionários”.
Obtida a carta de bacharel a 24 de Maio de 1874, foi nomeado promotor publico de S. Bernardo das Russas a 24 de Agosto seguinte, Procurador-Fiscal da Thesouraria da Fazenda do Ceará a 8 de Fevereiro de de 1879, Juiz municipal e de orphãos do Aquiraz e Cascavel a 29 de Outubro de 1879, Juiz de direito do Inhamuns a 16 de Julho de 1881 e Chefe de Policia em commissão a 18 de Agosto de 188?.
Suicidou-se em Tauhá a 12 de Junho de 1883.
Deixou inéditos alguns livros de prosa e verso. Escreveu nos tempos acadêmicos um bello poema de longo folego, Américo, em vários metros, destacando-se em Cada um dos oito cantos verdadeiras jóias de alto valor artístico.
Deixou inéditos3
- Esmeraldas, livro de versos soltos, sonetos, muitos dos quaes foram publicados nos jornaes de então.
- Virgathamas, um poema dramático do qual escreveu o l.o acto em prosa e verso mandando delle copia a Theophilo Braga, que é hoje o presidente da Republica Portuguesa.
- David o usurário, tendo por thema a secca, drama em 5 actos escripto em 9 dias, que era lide pelo Dr. José Domingues, Presidente da Relação aposentado, á proporção que o autor ia escrevendo (1877).
Redigiu vários jornaes, quando acadêmico, tornando-se notável o Oiteiro Democrático.