Nasceu em Fortaleza a 17 de Setembro de 1875, sendo seus paes João de Carvalho Lima e D.a Joanna Rosa de Lima.
Fez o curso de humanidades, com distincção, no Instituto Cearense, interrompendo os estudos secundários em 1888, por fallecimento de seu pae. Em 1892 matriculou-se na extincta Escola Militar do Ceará, de que pediu, em Março de 1893, desligamento, afim de seguir para a revolução do Rio Grande do Sul com o 11.o Batalhão de Infantaria. Quer como praça deste batalhão quer como instructor geral do 7.o de Infantaria da Guarda Nacional, cargo que, por nomeação do General commandante da Divisão do Norte, desempenhou durante onze mezes, tomou parte em vários combates feridos naquelle Estado, sendo um dos heroes do combate de Carovy, em que foi morto o principal chefe federalista Gumercindo Saraiva.
Terminada a revolução, voltou em 1896, como primeiro sargento, a matricular-se na Escola Militar do Ceará, onde fez alguns preparatorios.
Solidario com os seus collegas da Capital Federal num movimento contra o então presidente da Republica, Dr. Prudente de Moraes, foi desligado daquella Escola e incluido no 4.o Batalhão de Artilharia de Posição com quartel em Belém do Pará, e deu baixa em Agosto do mesmo anno. Em Belém casou-se em Julho de 1900 com D.a Anna Leontina da Costa Lima.
Desde creança tem cultivado as lettras, já fazendo parte de varias sociedades litterarias, já redigindo periódicos.
Como jornalista collaborou em jornaes de Fortaleza, no Republica, Pará e Folha do Norte, da Capital paraense, onde fundou O Cearense, orgam da colonia e de que foi principal redactor.
Em 1898 publicou em Fortaleza o “Almanach Litterario Cearense” e em 1906 em Belém do Pará seu livro Narrativas Militares, Revolução do Rio Grande do Sul, periodo de 1893 a 1895, casa editora Pinto Barbosa de Nestor Camara, em que, no seu dizer, narra o que viu e o que passou durante a sanguinolenta revolução gaúcha. Este trabalho, bastante elogiado pela imprensa do paiz, escripto numa linguagem simples e estylo attrahente, representa valioso subsidio para a nossa historia.
Deixando a vida militar, fez-se guarda-livros e como tal é considerado no seio do commercio paraense um dos mais competentes entre seus pares.
Deve-se ainda ao seu concurso a criação de varias instituições paraenses, como sejam: sociedades José de Alencar, Liga Cearense, dos Empregados do Commercio do Pará, Tiro Brasileiro n.o 14, Auxiliadora Paraense, e, por ultimo, a sociedade anonyma Brasil Seguradora e Edificadora, com o capital de Rs. 1.000:000$000 da qual é director-gerente.