Filho de Joaquim Manoel Borges e D.a Rosa Amélia Borges, nasceu em Fortaleza a 13 de Maio de 1862.
Tendo abraçado a carreira de engenheiro, formou-se efn J884. Seguiu a mesma profissão seu irmão Quintino Borges, nascido a 31 de Outubro de 1865 e já fallecido.
Em 1885 foi para a Parahyba como engenheiro da Companhia de Engenhos Centraes da Parahyba do Norte e. Sergipe e ali accumulou ao seu emprego o de engenheiro das obras militares por solicitações do presidente Dr. Geminiano Brazil de Oliveira Góes; teve ainda de occupar-se com a construcção da Matriz, cujas obras já estavam havia tempo pouco encetadas e outras que seriam da competência do engenheiro da Província si nessa época existisse tal cargo.
Da Parahyba foi removido para Sergipe onde a mesma Companhia acima citada tinha também um engenho central em construcção. Ahi esteve durante toda a montagem da usina, indo para o Rio de Janeiro em meiado de 1888.
Em Janeiro de 1889 foi nomeado para uma commissão especial na antiga Estrada de Ferro D. Pedro II tendo por fim fazer a medição final do ramal de Ouro Preto. Findo esse trabalho ficou pertencendo ao quadro de engenheiros da estrada, emprego que deixou em meiado de 1890 para fazer parte do corpo technico da Empreza de Obras Publicas no Brazil. Actualmente pertence ao corpo docente da Escola Po-lytechnica de S. Paulo.
Falleceu a 3 de Fevereiro de 1914. Seu pae Joaquim Manoel Borges, professor de piano, nasceu em Aracaty a 16 de Novembro de 1827; sua mãe, D.a Rosa Amélia Borges, nascida em Aracaty, falleceu no Rio de Janeiro com 60 annos a 5 de Fevereiro de 1898.