JC

Biografia

José Luiz de Castro

nasceu em 1880

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Filho de Luis Xavier da Silva Castro e D.a Luisa Xavier Guimarães, nasceu em Fortaleza a 15 de Abril de 1880.

Estudou humanidades no Collegio dirigido pelo Padre Liberato Dionísio da Costa, sendo approvado com distincção em todos os exames do curso, e mantendo-se sempre, nos primeiros logares da respectiva turma.

Era Março de 1894, matriculou-se no Lyceu do Ceará, que frequentou até princípios de 1895, quando abandonou os estudos, para se empregar no commercio, como ajudante de guarda-livros da casa Joaquim José d'Oliveira & C.a, antiga Livraria Oliveira.

Fntrando para a “Phenix Caixeiral”, fez exame de escripturação mercantil, obtendo distincção.

Na presidência de Antonio Ivo de Mattos, foi elle convidado para secretario da “Phenix”, cargo de que se demittiu mais tarde.

Aos quinze annos, começou a collaborar no Charuto, a convite de José dos Santos, escrevendo abi uma secção humorística e pouco depois encetou no jornal literário Baluarte a publicação de uma novella, que não concluiu.

Com Hermes Tupinambá e Luís Paula Lima, seus companheiros do Lyceu, fundou, talvez em fins de 1897, o Belecho, jornalsinho critico, de que os redactores eram também os compositores e impressores.

Convidado por Fernando Weyne, collaborou no Bohemio e no Século XX.

Em 1901 fundou o Intransigente, pondo lhe, na frontaria, a seguinte diviza: Para os simples e para os bons. Os primeiros números são, exclusivamente, da sua penna. Mais tarde, veio auxilial-o nesse jornal o seu antigo companheiro de lides da imprensa, o talentoso e mallogrado poeta Fernando Weyne.

Aiém dos jornaes citados, escreveu na Reforma, Correio da Semana, Ceará Acadêmico e alguns outros jornaes de Fortaleza, no Oitenta e Nove, de Baturité, no Commercio do Amazonas, de Manaus, onde publicou uma serie de artigos intitulados Notas de um immigrado, e, na revista literária Jangada, de Fortaleza, onde se encontram excerptos de um seu romance de costumes.

Actualmente é um dos redactores d'A Republica, orgam do Partido Republicano Conservador no Ceará.

Nessa ultima folha, em que collabora assiduamente, tem publicado diversos trabalhos literários (contos, chronicas, trechos de romances, criticas etc), alem de artigos sobre industria pastoril.

Encarregado n’A Republica do noticiário dos livros, que são enviados áquella folha, as suas apreciações distinguem-se pela sinceridade que as caracterisa, porque o autor não sacrifica as suas convicções a conveniências de quaesquer espécies. Dahi, uma serie de assanhados recontros, em que constantemente anda envolvido.

É admirador de Camillo Castello Branco, e dedica-se ao estudo da língua materna, sobre que tem dado á publicidade diversos trabalhos, em jornaes e revistas.

Foi á própria custa e sem o auxilio de pessoa alguma que fez os seus estudos preparatórios no Lyceu do Estado, aproveitando as horas vagas e a noite para estudar e frequentar aulas particulares, que pagava do seu bolso. Concluídos os exames em 1898, habilitou-se á matricula em qualquer academia da Republica. Não quiz, porém, formar-se, e, apezar de se ter matriculado na Faculdade deste Estado, logo após a sua fundação, continua, ainda hoje, simples empregado do commercio.

No concurso de prosa, aberto em 1902 pelas Revista Acadêmica, a commissão julgadora, composta dos Drs. Pedro de Queiroz, José Accioly e José de Barcellos, classificou em primeiro logar o seu conto A Lavadeira, sobre assumpto nativo.