Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense
Nasceu em Icó a 13 de Junho de 1843, e falleceu a 10 de Fevereiro de 1905 no Rio de Janeiro, quando exercia alli o commando da Brigada Policial, Victimou-o uma syncope cardíaca.
Seu pae chamava-se Antonio Carlos da Silva.
Assentou praça voluntariamente no l.o batalhão de infantaria a 15 de Março de 1862. Em 1863 matriculou-se na antiga escola preparatória da Corte.
A 22 de Outubro de 1864 expedicionou como sargento para bordo da esquadra estacionada no Rio da Prata, desembarcando em Paysandú a 4 de Dezembro do mesmo anno e ahi tomando parte nos combates de 6 e 31.
Em 1865, embarcado na canhoneira Ivahy, tomou paite nos combates de 1 e 2 de Janeiro.
A 10 de Fevereiro entrou para a guarnição do vapor Amazonas, assistindo á capitulação de Paysandú. Feito alferes a 18 de Fevereiro, a 2 de Março seguiu para bordo da canhoneira Iguatemy, subindo o Paraguay.
A 5 de Abril seguiu para Corrientes, onde chegou a 25 de Maio do mesmo anno, assistindo ao combate deste dia.
Passou depois a fazer parte da guarnição do Jequitinho-nha, fazendo a passagem de Mercedes e a 12 de Agosto tomou parte na passagem forçada dos Barrancos de Cuivos.
A 10 de Abril de 1866 assistiu aos combates do forte de Itapirú, e a 2 de Maio ao combate do Passo da Pátria.
Ainda combateu no Estero Bellaco, e a 24 de Maio,em Tuyuti foi ferido gravemente.
Assistiu em 1868 ao reconhecimento e combate de 18 de Julho, fez parte da divisão que esteve no Chaco, e tomou parte no sitio de Humaytá até 5 de Agosto, data sua rendição.
A 28 de Agosto tomou parte no assalto feito no Tibicury; a l.o de Setembro, no combate de Angustura; a 6 de Setembro no combate de Itororó; no de Ivahy, nos 21, 24 e 27 de Dezembro nos combates de Lomas Valentinas e a 30 assistiu á rendição de Angustura.
A 5 de Abril de 1869 seguiu para Assumpção, e acampou em Luque, marchando com a divisão provisória de infantaria, acampando em Imaypú.
A l.o de Julho tomou parte no reconhecimento de Serra Leoa, a l.o de Agosto esteve no combate de Peribebuhy e a 16 no de Campo Grande, sendo elogiado pela sua bravura.
De volta ao Brasil e confirmado capitão a 13 de Setembro de 1871, a 9 de Novembro de 1874 seguiu para Parahyba do Norte, á disposição do coronel Severiano da Fonseca, para pacificar a rebeldia dos intitulados Quebra Kilos, e dalli regressou em 1875.
Em 1888 foi promovido a major, por merecimento e estudos. Em 1889 foi mandado ficar ás ordens do Chefe do governo provisório da Republica, em Í890 a 7 de Janeiro foi promovido a tenente-coronel e a 17 de Março a coronel, por merecimento.
Em 1891 passou para a segunda classe do exercito, por ter sido julgado incapaz para o serviço e foi reformado por Floriano Peixoto a 12 de Abril de 1892.
Desterrado para Tabatinga por Decreto de 12 de Abril do mesmo anno, foi amnistiado a 5 de Agosto.
Em 1895 foi annullada sua reforma, continuando elle, porém, aggregado á arma a que pertencia. Em 1897 reverteu ao serviço activo do exercito.
A 22 de Setembro de 1899 foi graduado no posto de general de brigada, sendo promovido a esse posto a 23 de Maio de 1903. A 17 de Agosto de 1904 foi nomeado commandante da brigada policial.
Tinha todas as medalhas da campanha do Paraguay, medalhas de prata da Republica do Uruguay, da tomada de Corrientes.
Era cavalleiro da ordem da Rosa, de Christo, de São Bento de Aviz e commendador da Ordem da Rosa e tinha a medalha militar de ouro por contar mais de 30 annos de serviço no Exercito sem nota em seu desabono.
De seu casamento com D.a Maria Luiza Barrão Piragibe, filha do general Barrão, deixou dois filhos : o otficial da armada Eduardo Piragibe e D.a Maria Piragibe, casada com o major Clodoaldo da Fonseca.
Seus funeraes foram feitos por conta do Estado.
Segundo 1001 Cearenses Notáveis
Grafado como Antônio Carlos da Silva PIRAGIBE
Nasceu em Icó, 13 de junho de 1843. Ingressou no serviço militar, participou das campanhas do Uruguai e Paraguai. em 1874 foi mandado à Paraíba para participar da rebelião do “Quebra Quilos”. Reformado em 1892, reverteu em 1897 ao serviço ativo, atingindo o generalato. Comandante da Brigada Policial. Cavalheiro da Ordem da Rosa, de Cristo e de São Bento de Aviz. Medalha da campanha do Paraguai, medalha do Exército, por mais de 30 anos de serviço. Morreu no Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1905, seus funerais foram custeados pelo Estado.