LB

Biografia

Livio Barreto

1870–1895

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Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense

Filho de José Soares Barreto, e Da. Marianna da Rocha Barreto, nasceu a 18 de Fevereiro de 1870 na fazenda Angicos, povoação do Iboassú, termo de Granja.

Empregado da Companhia Maranhense de navegação a vapor, de Camocim, onde luctava para manter-se e a familia, enviava seus bellissimos versos, que enfeixados em livro correm mundo sob o expressivo titulo Dolentes.

As Dolentes, obra posthuma. Foram publicadas em 1897 pela Casa Cunha, Ferro 1.a C.a, de Fortaleza, e trazem um prefacio de Waldemiro Cavalcanti.

I o volume destaco a poesia Lagrimas, com verdade considerada a melhor por J. Rodrigues de Carvalho no seu interessante estudo “O Ceará Literário nestes últimos de annos “, publicado na Revistada Academia Cearense, tomo IV:

Lagrimas tristes, lagrimas doridas,

Podeis rolar desconsoladamente!

Vindes da ruina dolorosa e ardente

Das minhas torres de luar vestidas.

Orphãs trementes, orpha desvalidas,

Não tenho um seio carinhoso e quente,

Frouxel de ninho, calix rescendente

Onde abrigar-vos, pérolas sentidas.

Vindes da noite, vindes da amargura,

Desabrochastes sobre a dura fragoa

Do coração ao sol da desventura!

Vindes de um seio, vindes de uma magoa,

E não achastes uma urna pura

Para abrigar-vos, frias gottas d'agua.

Uma outra de suas mais bellas producções é a que se intitula Cravos brancos.

Falleceu Livio Barreto a 29 de Setembro de 1895, fulminado por uma congestão cerebral.

Era membro da Padaria Espiritual cujo orgam na imprensa, O Pão, dedicou á sua memoria a edição n° 26, escrevendo-lhe a biographia Arthur Theophilo, seu companheiro e amigo.

Na Praça 15 de Novembro da cidade de Granja foi por iniciativa do Dr. Lemos Duirte erigido um monumento á memoria de Livio.

Segundo 1001 Cearenses Notáveis

Grafado como Lívio BARRETO

Nasceu em Granja, 18 de fevereiro de 1870, filho de José Soares Barreto e Mariana da Rocha Barreto. Poeta, foi o Lucas Bizarro da Padaria Espiritual. Foi caixeiro e guarda-livros e estudou somente as primeiras letras. Morou algum tempo em Belém; atacado de beribéri, retomou ao Ceará, à busca de cura. Colaborou nos jornais “A Luz”, “Libertador”, “Iracema” e “O Pão”. Conseguiu salvar-se de um naufrágio, numa viagem marítima entre Camocim e Fortaleza, mas não escapou à morte, três meses depois, 29 de setembro de 1895, com apenas 25 anos de idade. Parte dos seus versos foi reunida no volume Dolentes, publicado sob os auspícios da Padaria Espiritual em 1897.