Nasceu em Fortaleza a 19 de Agosto de 1886, sendo seus paes o negociante e jornalista Vicente Alves Linhares e D. Maria Amália Linhares. Neto Paterno de Vicente Alves Linhares, que foi irmão do Major Ivo F.co Linhares, nascido a 22 de Maio de 1814 e do Coronel Joaquim José Alves Linhares, e materno do citado Cel. Joaquim Linhares, e de sua mulher D. Rita Linhares. Seu avô Coronel Joaquim José Alves Linhares falleceu em Massapé a 11 de Maio de 1914, tendo 82 annos pois nascera em Abril de 1832.
Bisneto, pelo lado paterno, do Tte. Cel. José Joaquim Alves Linhares, e pelo materno de José Maria Eustachio Vieira e de sua mulher D. Manoela Vieira, da família Esteves. Casou com D.a Maria da Purificação e Vasconcelos.
Estudou 1.as letras na Escola Christã do Conego Liberato Dyonisio da Costa, e iniciou os estudos de humanidades no Parthenon Cearense de Lino Encarnação, que falleceu em Fortaleza a 13 de junho de 1908, concluindo-os com o Pe. Dr. João Augusto da Frota.
Orphão, pois perdera o pae aos dois annos de edade, sem recursos, não obstante sua ogerisa ao commercio Mario Linhares viu-se obrigado a servir como caixeiro, e porque as obrigações do emprego não lhe davam tempo roubava á noite grande parte do seu somno para com amor entregar-se á leitura dos livros predilectos.
E assim continuou a estudar, ora com mestres particulares, ora na Phenix Caixeiral, ora consigo mesmo até que em Agosto de 1907 deixou o balcão por ter sido nomeado, por concurso escripturario da Delegacia do Thesouro Federal no Pará. Actualmente é 3.o escripturario da Alfandega de Pernambuco. Em 1904 fez parte da redacção do Tirocínio, em 1935 do Sportivo e em 1906 ao lado de Raul Uchoa e outros fundou a Fortaleza, em que publicou Os de hontem, interessante serie de estudos sobre a individualidade de alguns dos nossos escriptores. Em 1904 fundou o Grêmio Literário Rocha Lima e em 1907 o Núcleo Litero-scieintifico Domingos Olímpio. Foi sócio também do Centro Calliope e da Cruzada dos Novos.
Mario, que tem prompto um livro de versos Trillos e muito adiantado um romance de costumes do Ceará que intitulou Flávio, publicou em 1909 o Amor e o Suicídio, sabido das officinas do Cruzeiro do Norte, Fortaleza, e o anno passado (1912) em Pernambuco Florões, volume de poesias, dividido em Florões e Alda.
São seus pseudonymos: Carmen Floresta, Dolores Beviláqua, Jacques Amyot, Flávio de Lisle, Ponciano Ribas.