Filho de Ignacio Rodrigues de Souza, nasceu em Canindé.
Mestre-escola a principio e depois advogado provisionado, entregou-se afinal com todo o afan de um valente lutador ás lides da politica quer nos comidos quer na imprensa do seu partido, que era o conservador, de feição graúda. Como tal prestou relevantes serviços á causa da abolição dos escravos.
Proclamada a Republica, que no Ceará o Foi tão somente pelas classes militares, foi nomeado com João Lopes, José Bezerril, José Amaral e M?rinho de Andrade para compor a 4 de Janeiro de 1890 o primeiro Conselho Municipal Republicano de Fortaleza.
A 15 de Setembro do mesmo anno viu seu nome suffragado por grande maioria para a Constituinte federal. Era um dos mais conspícuos membros do Centro Republicano.
Mais tarde e juntamente com Justinianno Serpa, Gonçalo de Lagos, Honorio Moreira e outros separou-se do Centro para .fundar A Patria, órgão do novo partido, que ouvia ao Barão de Lucena.
Deposto o General José Clarindo, dous mezes depois do golpe de Estado de 3 de Novembro, Martinho Rodrigues, que esteve ao lado do Governador em defeza da autonomia do Estado, tomou logar nas bancadas opposicionistas da Câmara.
Preso em 1893 em Pernambuco, onde cursava a Faculdade de Direito, por suspeito de cooparticipação no movimento revoltoso d'Armada, foi daquella cidade transportado em um navio de guerra juntamente com outros políticos sendo-lhe então destinada uma prisão commum na Correcção.
Solto, 8 mezes depois, concluiu o curso jurídico, recebendo o gráo de bacharel em direito.
Redigiu a Constituição, O Norte, O Estado, jornaes políticos de Fortaleza.
Tendo-se transportado para o Estado do Amazonas, falleceu a 10 de Agosto de 1905 victimado por febres palustres em Porto Arthur no Alto Purús, onde a cerca de cinco annos residia.
Bibliografia2
- Assembléa Provincial do Ceará. Discurso proferido ns sessão de 6 de Setembro de 1882, 30 pp. de 2 columnas, in 4.o.
- Discursos pronunciados na sessão de 28 de Junho de 1892 pelo deputado Martinho Rodrigues representante da Estado do Ceará. Rio de Janeiro Imprensa Nacional, 1892, 97 pp.