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Biografia

Miguel Fernandes Vieira

1816–1862

Saboeiro Senador
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Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense

Filho de Francisco Fernandes Vieira, depois Visconde do Icó, nasceu em Saboeiro a 13 de Janeiro de 1816 e falleceu no Rio de Janeiro a 6 de Agosto de 1862. Bacharel pela Academia de Olinda em 1837. Deputado provincial e geral pelo Ceará e finalmente Senador, por C. I. de 9 de Abril de 1862,occupando sua cadeira pouco mais de 2 mezes.Substituiu-o na chefiado partido conservador da província seu primo e cunhado Barão de Aquiraz.

Fundou e redigiu com Albuquerque, Ferreira e outros o jornal Pedro II, orgam conservador, publicado em Setembro de 1840 em substituição ao Deseseis de Dezembro.

Deixou o logar de Secretario do Governo da Província para assumir o de Juiz de Direito de Sobral a 29 de Fevereiro da 1840.

Era Commendador da Ordem da Rosa e Cavalleiro da de Christo.

É auctor do1

  1. Manifesto que aos homens honestos de todo o Brasil dirigem os caranguejos ou Saquaremas do Ceará—, e com outros publicou o Manifesto que os deputados eleitos pela província do Ceará fazem aos seus committentes por occasião da injusta decisão que os expelliu da representação nacional Rio de Janeiro, 1845, in-12.o de 173 pp.

Segundo 1001 Cearenses Notáveis

Grafado como Miguel FERNANDES VIEIRA

Nasceu em Saboeiro, 13 de janeiro de 1816, filho de Francisco Fernandes Vieira. Bacharelou-se em Direito pela Academia de Olinda (turma de 1837). Prestou serviços às comarcas de Granja, Sobral e Fortaleza, de onde seguiu para o Rio de Janeiro. Foi Deputado Provincial e Membro do governo temporário de janeiro de 1823. Jornalista, findou e dirigiu o “Pedro II”, órgão representativo do Partido Conservador. Após eleger-se Deputado-geral em cinco legislaturas, foi escolhido para assumir o posto de Senador, em 09/04/1862, que ocupou somente por 66 dias, em virtude de sua morte a 6 de agosto. Publicou dois manifestos: Dos caranguejos ou saquaremas do Ceará aos homens honestos de todo o Brasil e dos deputados eleitos pela província ao povo do Ceará por ocasião da injusta decisão que os expeliu da representação nacional em 1845. Foi comendador da Ordem da Rosa e cavaleiro da Ordem de Cristo. Recebeu os títulos nobiliárquicos de Barão e Visconde de Icó.