Nasceu na Parochia do Crato a 8 de Maio de 1867, sendo seus pais Raymundo Tavares Campos, ja fallecido, e D. Francisca Tavares Duarte.
Na edade de dezeseis annos perdeu o pai, ficando em companhia da mãe viuva, com quatro irmãos mais moços, pois era elle o primogênito. Ja então estavam em Sant’Anna do Cariry. Alli, feito o curso da escola primaria, em quanto seus irmãos buscavam nó trabalho os meios de subsistência, ia elle ficando em casa com seus livros, e pelo grande desejo, que desde então tinha, vivia a sonhar com os meios de seguir a carreira dos es-tudos.
Em 1889, tendo-lhe o Bispo D. Joaquim José Vieira promettido entrada gratuita no Seminário, veio para este fim á Fortaleza, porem teve frustadas as suas esperanças em vista das difficuldades financeiras em que se achava o Seminário naquelle anno.
Não desanimando, voltou á casa, e com auxilio de pessoas amigas poude estudar em collegios no Crato nos annos de 1890 e 91, quando no fim deste ultimo, chegou-lhe aos ouvidos a noticia de que o Bispo do Rio de janeiro recebia em seu Seminário moços pobres, de bons costumes, e de vocação para o estado Sacerdotal.
Esta noticia foi como um raio de luz, que lhe apontava o caminho do Rio de Janeiro, e não se enganou, porque apenas chegado alli, foi acolhido com extrema bondade pelo Bispo e pelo Reitor do Seminário.
Nada mais lhe faltou, e após os sete annos de estudos, a 18 de Março de 1899 recebia das mãos do Arcebispo D. Joaquim Arcoverde, hoje Cardeal, as ultimas ordens sacras.
Neste mesmo anno, de volta ao Rio, depois de uma viagem ao Ceará, em visita á sua família, foi nomeado coadjuctor da Parochia de S. Francisco Xavier, e Capellão das Religiosas dos SS. Anjos.
Nestes dois cargos esteve por cinco annos, até o principio de 1905 quando pelo mesmo Cardeal foi nomeado para leccionar no curso de preparatórios do Seminário, onde esteve 3 annos, sahindo só por se haver fechado esse Estabelecimento,
Em 1908 tomou parte na Peregrinação Brasileira, que do Rio de Janeiro foi a Roma, por occasião do jubileu do S. Padre Pio X.
Em 1910, após a morte dos dois irmãos, que cuidavam de sua velha mãe, foi obrigado a deixar o Rio de Janeiro, onde estivera por 18 annos, e regressou á Patria estremecida. Aqui chegando, por portaria do Bispo D. Joaquim foi nomeado Vigário da Parochia de Araripe, onde permanece.