Filho de Antonio de Castro Larangeira, nasceu em Fortaleza a 8 de Junho de 1868. Fez os estudos preparatórios no Rio de Janeiro, em cuja Escola Polytechnica diplomou-se, exercendo ao mesmo tempo empregos públicos, como o de praticante dos Correios para que foi nomeado a 23 de Setembro de 1889 e empossado no dia seguinte.
A 22 de Outubro de 1890 assentou praça voluntariamente no Batalhão Académico, Rio, sendo nomeado sargento, tenente e capitão honorário do exercito.
Exerceu os empregos de Auxiliar de 1.a Classe da Commissão do Levantamento da Carta Cadastral do Districto Federal (16 de Março de 1893), Engenheiro ajudante de 2.a Classe da Commissão de Açude e Irrigação de Quixadá (26 de Julho de 1894); Ajudante de l.a Classe do Prolongamento da Estrada de Ferro de Baturité (8 de Junho de 1895) e chefe de secção da mesma Commissão (17 de Outubro de 1895); Fiscal das Obras de melhoramento do porto de Fortaleza por nomeação do presidente Prudente de Moraes (8 de Junho de 1896).
Suicidou-se em Fortaleza a 14 de Fevereiro de 1897.
O Paiz, do Rio de Janeiro, assim noticiou essa desastrosa morte :
O Dr. Paulo de Castro Larangeira, que tão desgraçadamente acaba de finar-se na cidade de Fortaleza, deve ter a sua saudosa memoria consagrada em outras linhas além do telegramma laconico, que nos trouxe a do seu suicídio.
Era muito moço ainda.
Ha apenas dois annos concluirá com distincção o seu curso de engenheiro civil pela Escola Polytechnica. E que difficuldades teve de superar para semelhante resultado! Pobre e com vocação decidida para a nobre profissão em cujo exercício morreu, para fazer os seus estudos foi forçado a distribuir o tempo entre os livros e o cargo de praticante do Correio Geral, que obteve por concurso em 1889.
Ia adiantado o seu curso escolar, quando em 1893 rebentou a revolta. Republicano intransigente, Paulo Larangeira alistou-se no batalhão Académico e até o ultimo dia da lucta bateu-se como um bravo no forte de Gragoatá.
Afinal poude obter o titulo tão almejado. Engenheiro civil, foi nomeado fiscal das obras do porto do Ceará e ahi estava prestando novos serviços á Republica, quando n'um momento de loucura provocada pela febre cerebral lançou mão de um revólver e poz termo á existência.
A noticia do suicídio do Dr. Paulo Larangeira contristou a todos os seus amigos e áquelles que o consideravam pelas suas bellissimas qualidades e rigido caracter”.