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O Nordeste

Agosto de 1941, página 27 · 4 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • A civilização trouxe, para grande benefício, a moralização da vida social. Já referimos, por diversas vezes, a promiscuidade nos esportes. A fé e a piedade das famílias constituem o padrão de glória e o incentivo da comunidade brasileira. Autoridades têm cooperado com as tradições de religiosidade. Existe costume censurável em colégios onde alunas entregam-se a jogos, pela manhã, juntamente com alunos. Sejamos francos e sinceros. Não serão os jogadores que protestarão contra isso, pois eles têm interesse no esporte. As jogadoras parecem achar natural brincar de calção curto com rapazes semi-nus. E os diretores responsáveis? Não é a vez de apelarmos à boa vontade e cooperação? Jogos, corridas, disputas em campos de basquetebol, com contendores de sexos opostos, como infelizmente ocorre, não formam, mas deformam. Podem trazer desenvolvimento físico, mas trazem, em contrapartida, diminuição moral. Os rapazes e rapazotes vivem a fitar e fazer indiretas às moças, que parecem não prezar suficientemente suas qualidades. Isso degenera o espírito e a imaginação. Provoca leviandades e comentários. Tem o condão de diminuir o sentimento de modéstia no sexo feminino. E concorrerá para o endurecimento e a teimosia na vida familiar e social. Que joguem, mas que joguem em campo diferente e em horário diverso. Não haja promiscuidade. É a educação esportiva, e não a pior.
  • Palácio da Prefeitura será construído em breve

Anúncios, notas e expediente

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  • Nota social Missa Solene: Homenagem a Henrique Lage
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