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Junho de 1942 · 17 trechos transcritos
Manchetes desta página
- Carlitos - Poema: A Mercadoria Poética
- Valeu a pena viver, conhecer Gharlio Chaplin. Compará-lo a Proust, a Bergson, a Einstein? Sei Proust, quase Bergson e absolutamente Einstein. Sei a alma de Carlitos e estou riquíssimo, porque conheço a alma do poeta.
- O riso é um pensador. Vem Chaplin? Em migração semitas, começou a correr o planeta?
- O homem, tão natural como a luz e a água. Francisco de Assis classificaria o Irmão Carlitos.
- A elegância farroupilha do figurino em trapos. É Brummell Diogenes de Filmland.
- Carlitos está a divertir-se à custa dos outros, contente em encontrar voltas cartas de senhores que propõem lucros na exploração de amendoim e descoberta de tesouros de piratas em ilhas longínquas.
- O desmoronado em farrapos e parecendo um monturo conserva a distinção que teve de berço ducal.
- A indumentária de Charlie não interessaria duas ou três notas musicais negligentes, distraídas.
- Ninguém conseguiria transmitir o ator em opaca sucessão de máscaras, com uma única máscara.
- Entediado de viver a vida, gosta da dor. Alegre e feliz da vida, porém não vislumbrando nada côr.
- Fatigado, já não pode achar consolo e amor. A terra sobre o mar, ouvindo o coração.
- Renuncio, sacrifício e perdão. Emprestando o olhar dos cegos a razão.
- E cansados de chorar, bendigo tiveram a sorte de encontrar a vida, a vida! E não a vida, a morte!
- — É bicho que come rabo?
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- Nota social Anedotas... Anedotas...
- Nota social Luiz Camara Cascudo