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O Nordeste

Junho de 1944 · 10 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • Novamente povos civilizados digladiam - ressuscitar épocas remotas. Novamente a ambição apossa o coração humano obrigando a ações verdadeiramente selvagens. Não há obstáculos, lei, não há força que paralise a ação destruidora: haverá de lutar até vencer ou ser vencida. Não importa pranto e luto, o sentimento de Pátria e a crença em Deus? Importa a vida e ideais sacrificados no fogo devorador de uma guerra mesquinha? Principal é expandir, alastrar, calcando leis e direitos, escravizando povos e nações.
  • Não morreu, entretanto, o respeito e de todos o geral, praticar os pequeninos atos da vida cotidiana que fortificam as energias para oferecê-las ao serviço da Pátria. Respeito e obediência às autoridades, pensar e agir em comunhão com os que regem e legislam, pois são eles que representam os direitos supremos.
  • Ama a Deus? Esforça-se por cumprir os Mandamentos. Diz claramente o Sagrado Evangelho. Não ama a Deus quem não experimenta no coração a ternura amorosa a Deus, e ao tempo falta gravemente o preceito da Castidade e da Justiça. Não ama também a Deus quem, contenta-se com devoções, não o tem como Deus algum, Supremo Poder, sobretudo, não tem o preceito da Missa e Confissão. Não ama a Deus, de forma alguma, o homem que, sabendo que deve acreditar na Igreja Católica — Creio na Igreja Católica — e a despreza, não está crendo nos dogmas que parecem...
  • Morrerá com honra e patriotismo; não se extinguiu e não extinguirá a chama da fé nos corações. Nas brumas às confiantes, confusas, nas trevas que cercam, no desanimo e cansaço, brilha e fulge a luz suave e boa da Vitória. Os povos e nações justamente revoltados levantam-se em massa contra a tirania cruel que tenta envolvê-los em suas garras fatais. Custará e sacrifício, hão de lutar, terão de vencer para se valerem da Confiança.
  • E a confiança se fortifica no Amor. Crítica e antiquada a ideia, porém vitoriosa, é a crença fiel em Deus dos avós, que renuncia e em prece continuada vamos encontrar a Vitória. Só Deus é Senhor, mesmo para os mais céticos e incrédulos, só Cristo e sua doutrina fará voltar os dias de paz e tranquilidade, de progresso e vida para o mundo revoltado. Porque esqueceu Jesus, tentou expulsá-lo dos lares, das almas, trocou o renovar das almas que Ele ensina, são a existência do inferno eterno, a instituição divina da Confissão, a existência do Purgatório, etc.
  • Sei que Jesus apareceu ao mundo, dizendo que era o próprio Filho de Deus e veio à terra para nos ensinar o caminho para o céu, morrendo por nossos pecados na Cruz. Sei que Ele operou numerosos milagres, chegando a ressuscitar mortos. Sei que mandou aos Apóstolos a ensinar a doutrina que Ele tinha ensinado, e que eles receberam a ordem de nomear Papa e Bispos para que continuassem a obra até o fim dos séculos, a subida constante do Calvário.
  • Sei que obediência aos prazeres fugazes da vida, a humanidade se escravizou em cadeias de morte tecidas pela própria fraqueza. É vã a procura por coisas materiais para o término dos sofrimentos... O Papa e os Bispos têm havido numerosos Santos a quem Deus concedeu o dom de milagres, foram Santos. Não é nos gozos e energias, esquecimento e desespero, ideologias e palavras que se encontra o néctar da vitória, a leitura e grandes teorias que fortificam.
  • Não é a própria fraqueza germinadora de revolta de Rousseau, Voltaire e outros, que prepara a fibra patriota do vencedor. É, sim, o cultivo do amor à terra natal, o respeito às tradições e à família, o desdobramento das atividades, o desaparecer das ambições. É o direito firme e serena, augusta e nobre, a Cruz de Cristo acena como pavilhão da concórdia. Segui-a, vós que estais em luta e tristeza, em luto e dor.
  • A Vida brota, eterna e gloriosa, ao perpassar os séculos; encontrareis o repouso somente em desfrutar do que têm fé. Entregai-vos nas reservas ao jugo suave de Deus Crucificado. Abrigai a Cruz em vossos lares, em vossa Pátria. Surgirão, então, heróis, patriotas. E o gozo não sentireis em lábios felizes e corações...
  • Antônio, São Bento, São Geraldo Majela e outros não dariam o dom de ensinarem falsidades.