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Unitário
Janeiro de 1943 · 20 trechos transcritos
Manchetes desta página
- ALEMANHA RECONHECE O GRANDE DESASTRE DE STALINGRADO
- Terrível pressão russa em setores. Cidades foram recapturadas.
- PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS EXALTA A ATITUDE DO CHILE
- Promovido Cunninghan a Almirante
- JUNÇÃO DE FRANCESES E MONTGOMERY
- A NOMEAÇÃO DE MARCEL PEYROUTON NÃO AGRADOU EM LONDRES
- RAZÕES QUE LEVARAM A GRANDE NAÇÃO AMERICANA A TOMAR ATITUDE DECIDIDA
- VENCERAM AS FORÇAS DEMOCRÁTICAS
Anúncios, notas e expediente
- Telegrama Expressivo telegrama do presidente Rios para Getúlio Vargas
- Telegrama SANTIAGO CHILE, 20 (U. P.) — Respondendo telegrama enviado pelo presidente Rios, Getúlio Vargas, chefe do governo brasileiro, dirigiu ao mandatário chileno o seguinte telegrama: 'Tenho a honra de acusar recebimento do telegrama em que Vossa Excelência comunica que, em virtude das atribuições constitucionais e com a aprovação do Senado, assinou o decreto de ruptura de relações diplomáticas e consulares do Chile com os governos da Alemanha, Itália e Japão. Agradecendo a comunicação, quero manifestar a Vossa Excelência a grande satisfação em ver duas pátrias, em momento decisivo dos destinos do Continente, que se encontram fraternalmente no mesmo caminho, lutando, unidas, pelos ideais que caracterizam as forças democráticas. Venceram. Chile, as forças democráticas.'
- Telegrama LONDRES. 20 (U.P.) — O Almirantado anunciou que sir Andrew Cunninghan, comandante em chefe das forças navais aliadas no Mediterrâneo, foi promovido ao posto de almirante de esquadra, da marinha de guerra britânica.
- Telegrama LONDRES. 20 (U.P.) — A rádio Brazzaville anuncia que tropas francesas combatentes conquistaram Fezzan e fizeram junção na Tripolitânia com as forças do general Montgomery.
- Telegrama LONDRES. 20 (U.P.) — Não causou boa impressão nos círculos aliados da capital britânica a nomeação de Marcel Peyrouton para o cargo de Governador Geral da Argélia. Recorda-se que em 1940, quando esteve na Inglaterra, Marcel Peyrouton declarou: 'Todos acreditam na vitória britânica. O Eixo ganhará a guerra'. Principalmente os gaullistas mostram-se descontentes com a nomeação de Marcel Peyrouton, afirmando que não podem colaborar com um político tão ligado aos interesses do inimigo da França.
- Telegrama Retribuindo os protestos de estima e consideração, apresento a Vossa Excelência os votos de felicidade pessoal e para o nobre povo chileno.
- Telegrama TELEGRAMA DO PRESIDENTE VARGAS ANUNCIANDO ROMPIMENTO
- Telegrama RIO, 20 (M.) — O presidente Juan Antonio Rios enviou ao presidente Getúlio Vargas um telegrama comunicando o rompimento do Chile com as nações do Eixo, dizendo: 'Levando o fato ao conhecimento de Vossa Excelência, quero expressar a satisfação que experimenta o Chile em associar-se, de forma muito ampla, às nações unidas na defesa dos ideais democráticos e de justiça.'
- Telegrama SANTIAGO CHILE, 20 (A. P.) — O presidente Rios assinou o decreto rompendo as relações diplomáticas e comerciais do Chile com as potências do Eixo.
- Telegrama SANTIAGO, 20 (A. P.) — Henry Johnston — A ruptura das relações diplomáticas do Chile com o Eixo produziu-se após uma prolongada luta entre as forças democráticas e antifascistas, que apoiavam a defesa continental, e as forças partidárias do 'isolacionismo', que fizeram impedir o cumprimento das solenes promessas do Chile à solidariedade americana. No curso da luta, organizações semi-clandestinas do Eixo conspiraram para criar e explorar obstáculos com o objetivo de evitar a colaboração do Chile com as Repúblicas do continente e as Nações Unidas. Por ocasião do ataque a Pearl Harbor e da morte do presidente da Frente Popular, Pedro Aguirre Cerda, conseguiram os democratas antifascistas uma unidade temporária e elegeram o atual presidente Rios, que prometeu uma plataforma de colaboração total na defesa do continente. Rios, após assumido a presidência, formulou os seguintes dizeres: 'Encontramo-nos empenhados com os povos da América.'
- Telegrama TELEGRAMA AO CHANCELER ARANHA
- Telegrama RIO, 20 (M.) — O chanceler Osvaldo Aranha enviou um telegrama ao chanceler chileno, declarando: 'O gesto do governo chileno, de romper relações diplomáticas com os países totalitários, foi acolhido pelo governo brasileiro e pela opinião pública do país com alegria.'