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O Nordeste

Junho de 1953, página 124 · 5 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • Existe perseguição em todo dia, época e história do mundo. Estando a superfície da terra submetida à tirania vermelha, e estando um terço da população mundial ajoujada à foice e martelo, o resto do mundo não viverá em paz. Lincoln disse que uma nação não vive metade escrava e metade livre. O mundo também não viverá. Se o lado direito do corpo humano fica paralítico, o lado esquerdo sentirá os efeitos da paralisia. Se o mundo sofre, a América sentirá a agonia. A perseguição é diferente das perseguições do passado. Antigamente a perseguição atingia o corpo; hoje é dirigida contra o espírito. O ódio antigamente produzia mártires que vertiam lágrimas pela causa divina; o ódio produz mártires como Mindzenty e Stepinac. A indignidade do homem para com o homem, que deu origem à escravidão nos tempos antigos, fundava o Imperialismo Colonial; os Senhores do Mal têm como objetivo o Imperialismo Mental e procuram destruir a força do livre arbítrio, que é a essência da liberdade, a fim de que o espírito fique à mercê das forças da propaganda e do ódio.
  • Já se escreveu sobre as perseguições na Europa Oriental, tem-se falado das perseguições na China e, em particular, do martírio imposto aos missionários e às crenças. Quando na China os comunistas atacaram missionários chineses e estrangeiros, os comunistas ali tiveram que adotar duas linhas de ataque contra os missionários. Os missionários estrangeiros são apontados como 'agentes do imperialismo estrangeiro'. Houve ocasião em que a propaganda comunista disparou contra a culatra. A madre superiora de um orfanato em Tientsin foi proibida de falar com as crianças do Orfanato por um mês. Em seguida os comunistas a expulsaram e a meteram num barco, caladas, à noite. As crianças ouviram as vozes dos comunistas no orfanato, saíram às ruas e foram até o rio suplicar à madre superiora que voltasse. Os comunistas levaram-na de volta ao orfanato, mas na manhã seguinte fugiram e, nas margens do rio, acompanharam o barco que descia as águas, gritando e pedindo à madre superiora que voltasse. O fim do barco desapareceu à vista na curva do rio. Em seguida a imprensa comunista passou a publicar histórias sobre 'câmaras de tortura' no orfanato. Estudantes comunistas organizaram uma brigada de choque para 'libertar' as crianças — e foram encontrá-las alimentadas e vestidas pelos próprios libertadores. Cessaram os ataques da imprensa comunista. As crianças e os missionários do orfanato estão esperando a repetição da técnica que está sendo usada em toda a China para fechar os orfanatos. Os missionários recebem crianças abandonadas e doentes, e é natural que morram sem tratamento. Então os comunistas exumam os corpos e acusam os missionários de terem matado as crianças. Recentemente a imprensa americana engoliu a pílula comunista e informou que as irmãs caridade haviam 'matado' 2.938 crianças. Às vezes os comunistas desenterram esqueletos de crianças em cemitérios, colocam-nos em caixões e mostram ao povo, como resultado de atrocidades de missionários. Se a perseguição comunista fosse uma praga, a peste bubônica, já teríamos há tempo tomado providências para acabar com ela. É uma praga perigosa, que afeta não o corpo, mas o espírito.

Anúncios, notas e expediente

  • Nota social Solilóquio eterno: A vida é peça e a vida... Glória transformada em Luz, a Alma dirá: Vencí Satã, adorei Jesus! A morte é começo da Morte... Treva, náufraga Luz, a alma dirá: Satã venceu. Desprezei Jesus!
  • Nota social Rosas no coração e na alma é roseiral. Caridade, florindo docemente o caminho! Lindo refúgio de bondade, Divinizando a dor, filhinho! Perdendo a mãe, flor da idade, Pôde então querido Robertinho: Sentir esplendor e alacridade Desse coração de passarinho! Não posso ver- amenizando A dor no peito está sangrando, Não transborde emoção! Não posso ver- já disse! E poderia ficar mudo, Vendo só rosas no coração?
  • Nota social Terra culta, povo ousado! Ferir com lanças e dardo, o inimigo não adianta. És nobre, ó Brasil grandioso! És gigante na natureza, brio de povo és portentoso! És sereno na paz, forte na guerra, Lá o futuro acena a grandeza, E só grandezas o passado encerra.
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