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O Nordeste

Outubro de 1953 · 6 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • Ascensão (autor de Sublimação) amargura infinda desola, calcou uma triste, precito... E sofrimento turbilhão assola a vida, gozos foi proscrito. Teve peito e coração bendito: A alma levava sacola... Era e doente delito, vivia a pedir esmola. Um dia, tombar sol, suspenso nas nuvens do céu brumoso e denso, Terminou o fadário tão tristonho: — Subiu!...
  • Flor ingênua Há flor ingênua, albirrosada, mimoso hastil, risonha e leda, Rindo perfume, manhã de seda, Molhando, faceira, orvalhada. / confiante, a descuidada, Seduzida pelo vento, crê treda Promessa de ventura, enreda, amor entrega, enamorada. Rápido, o tempo delicioso passa... Também a flor, perde a graça... Gentil esgueirasse e arrebata a morte. Pende, hastil, a flor emurchecida... pétala, a rolar, sentida! Impele-a, rüde, a vida — léu sorte!
  • Convenção franca... curso do rio Spré constitui “fronteira” das zonas aliadas e a russa em Berlim. Na margem alemã estava um alemão a pescar; na margem soviética estava um russo. sucedia que o passo do russo não apanhava peixe, e o alemão tinha o cesto cheio. — Por que motivo os peixes deixam apanhar tanto desse lado e eu não apanho?... — perguntou o russo. — É que deste lado, os peixes não têm medo de abrir a boca — respondeu o alemão...
  • Montanha topo eis, imponente montanha, alciônica mansão de salutares climas: nuvens de oiro, vê, roçam as verdes cimas, o fulgor da manhã a natureza banha! A alma dilata e o coração — tamanha E a influência deste azul, ó grande Sol, animas! Curva a selva encantada as ramagens opimas, o músico estertor convulsiona e assanha ... deslumbra e infunde alento — a altura, o céu, a névoa, a luz, a terra, a sombra, a vida; comunica a universal ventura •.. Aos olhos, as cidades insanas, Homens e multidões fugiram, vencida, o ruidoso clamor das angústias humanas ...
  • Palavras despedidas profissional das letras, nasceu poeta para cantar as belezas da terra e exaltar o heroísmo e a ternura da raça, quisestes honrar a literatura do País, florões brasonados cintilam nomes ilustres, já imortalizados no bronze da gratidão pública. A fidelidade à literatura prendeu-o aos sortilégios da infância, alimentou os anseios da adolescência e as aspirações da juventude, irradiando sol e calor na maturidade e idade prc vecta, culto aos cânones da arte clássica, labor indormido no mundo maravilhoso das letras, há um século, traduzem os extremos de generosidade o ensejo da nomeação de embaixador do Govêrno da República Portuguesa. autêntico homem de letras, intérprete da índole; vontade e tendências do povo, tem necessáriamente autoridade social para indicar rumos à marcha da Nacionalidade, despertandò energias adormecidas e ressussi-tando as Virtudes fundamentais da raça, delineando c código ideal de direitos e deveres dos governantes e governados. Orientar e dirigir povos e nações, participar das responsabilidades da direção pública nos múltiplos aspectos é missão que só poderá elevar o escritor, pôr o Govêrno, no conceito de Guizot, “é o emprêgo das faculdades humanas”.
  • Vivemos num mundo só — afirmou Wendell Willkie. No têrmo de longa viagem pelos continentes, observando a identidade, as pequenas “nuances”, os problemas do povo e os desejos de tranquilidade e segurança, a sociedade das nações regidas pelo Direito. A interdependência dos modernos meios de transportes e comunicações estreitam cada vez mais a reciprocidade, a ressonância e os reflexos dos acontecimentos ocorrentes nos países do mundo civilizado. é êste o aspecto do Universo que a arguta observação dos sociólogos e publicistas, dizer, então, a intensidade e multiplicidade do fenômeno: prendem a Portugal? A realidade, o oceano separou a espiritualidade e a tradição indestrutível, o veículo da doce língua comum, os vínculos de família encurtando as distâncias, o velho solai* português e a Casa Grande dos Engenhos, tudo preparou destinos para que amássemos e compreendêssemos a eternidade.