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O Nordeste
Junho de 1955 · 8 trechos transcritos
Manchetes desta página
- Renúncia petróleo norte (madeira Mamoré) e sul (a viria a Corumbá Cruz Sicrra). Ricos campos petrolíferos região sub-andina são a última etapa conquista acreana, sangue, esforço e idealismo caboclo másculo, indómito e patriota descobridores, corajoso e disciplinado bandeirantes. A renúncia, traição sangue heróis, derramado campos acreanos holocausto grandeza e porvir. São pequenos homens que governam Brasil! Não sabem conservar o que antepassados conquistaram! Fazer povo chefes, comando, elite? Esperar homens que se preocupam com unhas e a consciência? Não deve ferver o sangue cearense, pais, irmãos e avós sucumbiram no Acre, defesa da soberania e grandeza!
- Justamente revoltado, debates seguiram a questão petróleo boliviano e sobre a chanceler havia anunciado a renúncia, declarei: ... grande . Deputados ficou realmente desencantada constatar que o Itamarati não é instrumento vivo de defesa de interesses do Brasil no exterior, não está à frente da defesa das relações comerciais, ou seja, é instrumento do passado. O Itamarati devia procurar fábricas, produtores e agências governamentais capazes de fornecer ao Brasil equipamentos, estudando meios e condições para que as transações se efetuassem da maneira correta.
- Quando a imprensa divulga a notícia de ofertas feitas, o que diz o titular das Relações Exteriores? Não chegou ao conhecimento do Ministério e só poderá expor conceito, a opinião papelório lá chegar. Nobre Deputado, é a mocidade, o povo brasileiro se insurge. Ministério das Relações Exteriores não é instrumento vivo de defesa dos interesses do Brasil. Está atrasado, V. S. acaba de confirmar, a conquista e utilização do petróleo boliviano, os argentinos já recebem, não acontece. Aconselha-se a não ir buscar alguma.
- A renúncia anunciada pelo Governo Brasileiro às concessões petrolíferas no Chaco boliviano (e a serem utilizadas pela Argentina) foi traição aos heróis do Acre, crime à grandeza.
- Impor jugo músicos tempo, vêm providência dirigida a Marc-Antoine Charpentier, mandando proibir, em edital real de 1673, a teatros, etc.
- Trajetória Gloriosa (Conclusão página 16) Há 250 anos, a 24 de fevereiro de 1704, morria, em Paris, Marc Antoine Charpentier, músico da Sainte-Chapelle. Deixava, em falta de herdeiros, à Biblioteca do Rei — que deveria tornar-se posteriormente a Biblioteca Nacional — 28 grossos volumes miscelâneas manuscritas que permaneceriam ignoradas por séculos. A recente descoberta, devida em grande parte às pesquisas de Guy Lambert, é um dos acontecimentos impressionantes da musicologia atual. Não havia, efetivamente, nada na vida desse músico que pudesse atrair a atenção do grande público, e a lembrança da rivalidade com Lully era o único ponto de referência para especialistas musicais do século XVII. Marc-Antoine Charpentier, nascido em 1634, aprendeu música em Roma com Carissimi, mestre na Itália. Voltou à França em 1652, aos 18 anos, solicitaram-lhe a música da Academia dirigida por Lully e a música religiosa, inspirada por Carissimi e pregada em Paris por P. Mathieu, vigário de Saint-Antoine des Arts. Foi este o caminho que enveredou Marc-Antoine Charpentier e foi por ele que adquiriu notoriedade, a ponto de Molière escolher em 1672 compor a música da cena de 'O Mal Imaginário'.
- A Lully, que dirigia 'Les Vingt Quatre Violons du Roy', nomeado em 1652 compositor da Corte, quis êles a sonhada Brasil, perpetrada pelo comodismo, displicência e incapacidade da elite que infelizmente governa. O desprezo simplório ao esforço e sangue que custou!
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- Anúncio Admissão Filmes Instituto Christus vai ginásio 1956 (meninos manhã e meninas tarde). Já está recebendo matrículas.