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Janeiro de 1944 · 21 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • O POETA EXISTE
  • Mario Eugenia CELSO
  • Poeta desconhecido. Terno, fino, raro, comovido.
  • O palhaço, ébrio da própria graça, em cambalhotas, ritmos e malabarismos.
  • A própria tristeza mortal, desesperança, escorrer das faces desoladoramente.
  • Foi destino minha alma morada. Foi destino.
  • Com a palavra, um dos bucavais, na vacatura, num quarto aos pontas de cigarro.
  • Tipo esquisito, de esqueleto enorme, e atitudes despropositadas.
  • Salustiano, senhor, quer tomar café?
  • Olhos que não se moviam nas órbitas profundas, fitando um ponto.
  • A única que ria, condescendente, a sorrir, a nodrar e a beijar.
  • Olhos raivosos de chinês.
  • Salustiano viu Constâncio amparado, apertando o gorro.
  • Faltaram vinte dias para ficar efetivo, Salustiano.
  • As lágrimas molhavam a face, as rugas de Constâncio lembrando veios de fonte.
  • Constantino, têmporas grisalhas, beirando os quarenta.
  • Salustiano sentiu a frieza do céu e da noite.
  • O guarda começou a vigiar as sombras dos cais.
  • Salustiano deixou o cais do porto.
  • Ganhou a rua e veio ao segundo andar.
  • Salustiano está com o corpo emborcado na rede.