Hemeroteca

O Nordeste

Janeiro de 1963, página 73 · 1 trecho transcrito

Anúncios, notas e expediente

  • Expediente Fwtalrsa.'SuctH-feira. 11 de Janeiro de 1963 0 HORDESTE SÉTIMA PÁGINA Página Eucaristica Jesus Cristo, o Cordeiro dè Deus, é por meio da Eucaristia a vida do mundo. S. PEDRO JULIÃO EYOK0 arece todoj às 2a\ 5as. Feiras de cada mês| Sob os auspícios da< Assoetaçeés do Santuário da Adora, âo Pèt^etuà* de Fo táteza Mania w Honra do SB Sacramento MÊS DE DEZEMBRO DE 1962 Horas de adoração diurna 2.653 Horas dé adoração noturna 623 । PAROQUIAS Carmo * 723 -Patrocínio v, v 235 Nazaré ’ t • o São Francisco (Navegantes) 32 São Gerardo 12 Religiosas 94 TOTAL 4.428 Ecos da Cotíonizdçâo de SàoPedro Julião Eymard Um Feliz As festas de Natal e Ano Nôvo dão aos amigos opor- tunidade de uma troca aè mensagens acompanhadas de votos de felicidade. Muitas vezes, porém, es- ses desejos se referem tão somertte a cousas materiais. Entretanto, para quem vive da graça de Deús, a fe- licidade tem um sentido to-do diferente,' já que sem Deus, não 'poderá haver a paz que é umá das- caracte- ristis da feliciddde. "Paz aos homens de boa vontade" — fòi a mensagem Ano Nevo que os anjos trouxeram ã terra na noite de Natal.. A Congregação Sacramen itna de Fortaleza deseja a todos os adòradòres de Nós- so Senhor Sacramentado um áno dè progresso espiritual e fidelidade no serviço do Divirto Rei. Que essa felicidade con- tista ria paz de consciência, no cumprimento fiel \. dos deveres de cristãos e na ir- radíarãó da vida de Cristo nn mistério augústó da SS. Eucaristia. Teve lugar a 9 de dezem- bro p. p., na Basílica de S. Pedro, eni Roma, a cerimô- nia da canonização de Pe- dro Julião Eymard, o fun- dador dos Padres Sacremen- tinos que dirigem a obra da Adoração Perpétua no mundo inteiro. Desde pequenino revela- va Pedro Julião os- mais de- cididos pendores de vida eucarística, sendo levado por sua mãe, diariamente à I^ e ia para fazer vibitás ao SS. Sacramento. Só Deus sabe as dific"! dades que encontrou para os estudos, sobretudo o do la- tim. quando se. decidiu a entrar, para o Seminário a fim de se ordenar sacerdo- té. O sacrifício foi o seu pão dé cadí dia, mas, Deus o acompanhava com a sua gra ça para tudo vencer até chc gar à ..realização dc seu maior desejo, o de ver Nos- so Senhor Sacramentado re- ceber homenagens dos indi- víduos e das nações, saindo do • esquecimento dos taber- náculos para um, trono de Rei. 0 seu amor à SS. Eu- caristia era uma paixão que o dominava. E seu grande coração não se tranqúílizôu enquanto não viu rcaliz do o triunfo de Jcsús Eucarísti- co. Também a família sacra- menti na composta dos filhos espirituais do Pe. Eymard não se tranquilizou, enquan to não viu a glorificação de seu fundador, elevado hoje à honra dos altares. Em preparação a tão in- signe aconteci mento, hÒiívc em Fortaleza um tríduo de comei no rações nos dias 6. 7 e 8 de dezembro p. p., eni- cerraiido-se no dia 9 cor: Missa Solene, panegírico dó nôvo. santo, Tc-Deum ç bênção solene do SS. Sacra- mento. Tôdas as noites a, piWi em frente ao Santuário sé enchia de adoradoras e ami- gos de. Nosso Senhor Sacra- mentado que, participavam irttiméméhte. dà alegria' dã Congregação dê Fortaleza num hino de acão de gra- ças por tão gránde evento. A Epiíanis e a Eucaristia Eucaristia, Nessa Pão de Vida A festa da Epifania come- morada pela Igreja a 6 dè Janeiro é também uma fes- ta particular para a Congre- gação Sacramentina dó mun do inteiro. Foi nesse dia em que os Magos reconheceram a rea- leza' de Cristo que o Pe. Pedro Julião Eymard iniciou a sua obra de Adoração Sole- ne à pessoa de Nosso Se- nhor Jesus Cristo presente na Hóstia consagrada. Quis, por esse meio, mos- trar aos homens que na Sa- grada Eucaristia temos real- mente o mesmo Rei que foi adorado na Gruta de Be- lém pelos pastores e pêlos Magos. O culto eucarístico nas- ceu. pois, em Belém, para ser continuado através dos tempos em todos os .tronos dê Adoração Perpétua, end os fiéis, a exemplo dos Ma'gns. oferecem áò Deus ocul- to as homenagens dè adora- ção e reconhecimento à sua divindade. A primeira Exposição So- lene foi feita em Paris, a 6 de Janeiro de 1857, numa capelinha tão pobre que o Pe. Eymard comparava a pobreza da Gruta de Belém. Mas, acrescéritávà, ela era palpitante de amor. E des- de então. Nosso Senhor ocu pou o seu trono dé amor e a obra começou a ser conhe- cida eni tôda à sua plenitu- de. . • Jesus anuncia a Eucaristia muito antcs de a instituir. Ele nasceu em Bè- lém.CASA DO PÃO e foi reclinado so- bre palhas que assim podiam ostentar a espiga do pão verdadeiro. Em Caná e no deserto, quando ope- ra o milagre da multiplicação dós pães, é á Eucaristia que se compraz em cênun- ciarl fazendo a solene promessa, dé nòls dar a sua carne como alimento e o seu sangue como bebida. Nisso havia uma pre patóção remota até que chegasse a hora de instituir o grande sacramento. Os ou- tros são provas de que Deús nos ama. Na Eucaristia, porém, recebemos o autor de todos ós dons, recebemos o próprio Deus1. E’ sobretudo na comunhão que pó- demos conhecer melhor ã lei dó anior que Jesus nos veiò' reveldr. E* pela co- munhão que Cristo nasçe e cresce eni nãs, qúe nos alimenta e nos fortifica. Foi o ptóprió Cristo, e só a Ele per- tènciú fazê-lo, quéní só chamou o Pão de Vida. Na cruz, será qual farinha, tritura- dò e peneirado, para depois de ressusci- tado ser) para nossas almas o que o pão material é para nossos corpos. Na verda- de, Jesus é nosso Pão de Vida. E* há Sagrada Eucaristia quê Nosso Senhor pro- • cura- usufriur o seu titulo de "Bom Mestre”. Se Elé } nos manifestasse a sua glória, nos nos deteríamos né- | la sem procurarmos o seu coração. Assim, preferiu ocultar-Se sob os ves eucarísticos e Mos fátar, dizendo! "Vinde todos a Mini, è Eli vos áliviàréi. Vinde; Eu „ sou manso e humilde de coração". _ Não é Nosso Senhor conhecido e amado no SS. i Sacramento porque muitos desconhecem a sua Vida . I e os seus sacrifícios em henefício dos homens. Tão ! j assmobrosos, são esses sacrifícios que, se neles pensas- I í sem os sentiríamos o coração opresso e os ollios cheios de lágrimas. A instituição da Eucaristia custòu a Nosso Sc- nhoi o sacrifício de sua Paixão é moríe. Ela é hoje o sacrifício da nova leu A nossa ingratidão e a nossa indiferença são um i triunfo de santanás contra Deus. A nós $ Missa celebrada por D. Hartmann. vigário Apostólico de Bombay, o Pe. Eymard tomou posse db genuflexório e fêz a s^â nH meira hora dê adoração pú- blica, vendo, afinal, todos os seus esforços e sacrifícios re- compensados, após lutas in- gentes que teve de enfren- tar. "Meu coração, disse êle, estava tão cheio que nao po- dia falar, nem externar os seus senlinfentos. Eu estava quase mudo e estupefacto”. As obVas dê Deus sempre comécam em meio de gran- fles dificuldades, para mais tarde espalharem os seus be- nefícios em regiões disla- tes. A obra do Pé. Eymard nascida em extrema pobre- za. hoje se extende por to- dos os continentes difundin- dò o amor eufcftWsnco a mi- lhares de .corações. Exemplo de Fé Eucansiica Santa Corgonió. irmã de S. Gregário Nazianzeno. fo- ra acometida de unia doen- ça mortal. Não sabiam nseli nicos de maior nomeada cq- mo hav.iam de cómbater o mal. Em fa^ 'do ‘ perigo., àsdn- ta. no meio da noite,, levan- tas^ e vai à fere ia. AU, pros trada diante do Sacrário, on- de reside Jcsils n^ w"!. amor, comera d Lhe fa^T de S'ui bondáde. de seus be. nefícios. e de seus prodia' : de caridade. Depois, fala- he nos seguintes 'térmnr: “Outróra, úma pobre mu- lher dtornóentádà pôr' uma doepça cruel, toca a 1 orla do Voèso fnanto e viu-se re- pentinamente curqdài E ago rü, Senhor', o-vosso braço ter-se-ja encurtado? 0 vosso Corpo todo ihtéiro terá me- nos eficácia do qúe .a fím- bria do posso- vestido?.* Vós, que vos deixastes enternecei pelos .rogós de úma mísera cananéa. sereis ' neste - , mó- mento insensível à minha sii plica? A1 qóssq bondade^ a vossa ternura-, tão inçlinada a compaiidyK nuò -vô* levnrã mais a aliviar os enfermos? A intensidade de vosso, po- der, da vossa clemência,. ‘ do vosso amor, viria agôra a ser limitada? Eis-me aqui, pros trada a vossos pés, imploran do a vossa infinita misericor dia, diante dêste tabernácu- lo onde estabelecestes mora- da nos excessos de amor pa- ra conosco. Pois bem! Eu façó Coto de não me levan- tar daqui sem que me te- hais curado”. Terminado esta súplica, em ane não sabemos se mais admirar a fé ou o amor còn fmnte d? unia ãlína, a en- fêrma Imantou-se. Estaw curada. Os sçus rogos obti- veram deferimento. PFi a eitc^riStiA WÍTS VIVE NO HOMEM, E O HOMEM Efí DEUS. — Sãó Pedro lulião
Compartilhar