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Correio do Ceará

Abril de 1933 · 16 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • Notícias contraditórias.—A medida foi sugerida Superior Tribunal Eleitoral, e ministro Justiça desmente. O governo continua propósito cumprir a palavra empenhada.
  • O elogio analfabeto e a suposição que os males do Brasil provêm do analfabetismo
  • O conceito de Victor Rogo: abrir escolas é fechar cadeias
  • O analfabeto não fez mal ao Brasil; as desgraças são obra da desorganização política da elite letrada
  • A lavoura, a criação de gado, a pesca são obras de analfabetos; o produto vem parasitariamente para as classes cultas
  • Analfabetos não são inúteis; foram eles que inventaram o alfabeto
  • A insensatez destrói a raça dos lavradores e, em consequência, a cultura
  • Núcleos de trabalho rural no sertão foram destruídos por escolas primárias; o brasileiro que sabe ler abandona a lavoura
  • O analfabeto não teve tempo de frequentar a escola primária
  • No século XIV antes de Cristo, nobres se queixavam da concorrência de filhos de camponeses e operários que aprendiam a ler
  • O alfabeto, fazendo surgir o parasita, matava a energia fecunda
  • Um fazendeiro rico não precisava que a filha soubesse ler
  • O Brasil precisa de indivíduos doutos e homens que façam a terra produzir
  • O governo concede exames por decreto e estabelece promoção pela média de frequência
  • Legião Cearense do Trabalho: importante reunião dos legionários

Anúncios, notas e expediente

  • Nota social Sociedade Amigos Alberto Torres: Humberto Campos elogia o analfabeto