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Outubro de 1954 · 18 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • DETESTAM ELEIÇÕES, MAS LEGENDAS AGRADAM
  • A preguiça pode sugerir escapatórias, diz: "VI legendas e programas, e não é impossível inspirar confiança."
  • Eleições são reabertas nos próximos meses. Votaremos? Não é ato de soberania, mas exigido dos cidadãos.
  • A escolha é importante; o voto deve ser meditado e dado a pessoas que não se vendem por troca de favor.
  • Queremos eleições? São os povos civilizados que merecem governar.
  • Loteria: Adquirir bilhete e perguntar - é justo? - quem vence. Nas eleições, a pergunta não se faz.
  • É preciso que perguntemos: quem nos representará? A quem posso entregar a confiança e a tutela dos meus interesses?
  • O cidadão que pede o voto, apoia o pedido com razões melhores?
  • Qual critério devemos usar para dar o voto? Escolhido o partido, pequeno ou grande, que tenha a probabilidade de mandar candidatos ao parlamento.
  • A eleição não é um ponto, mas uma competição. Os participantes somos nós, nós escolhemos a curva, nós devemos contribuir com o voto para a vitória.
  • Má gente volta às eleições. A necessidade existe - dizem - de barulho, agitação, conversas e discursos.
  • Grandes impérios da antiguidade tinham chefes; a justificação do poder concentrado em suas mãos era considerada divina.
  • Tiranos modernos, indiscretos como os antigos, pretendem de seus comandados não só a obediência, mas o consenso, a aprovação.
  • RIEM DAS ELEIÇÕES
  • Não faltam também aqueles que estão prontos a realçar os aspectos cômicos da competição e a tirar argumentos de humor.
  • É licito, pois, não ser o partido a insinuar ou demonstrar que as eleições são uma palhaçada.
  • Certamente não é necessário extraordinária sagacidade para perceber a pulular de ambições e esperanças que acompanha a votação.
  • Há muitos aproveitadores; a simplicidade do eleitorado, facilmente conduzida por conversas de espertalhões a votar no próprio interesse.