Hemeroteca
Correio do Ceará
Janeiro de 1972 · 14 trechos transcritos
Manchetes desta página
- Governo multinacional: Utopia prognosticar o dia em que o mundo terá um organismo colegiado, tipo ONU, onde nações subordinarão suas vontades, abolindo guerras e visões ideológicas.
- A autoridade moral terá a tarefa hercúlea de ditar normas e diretrizes para problemas comuns da humanidade: exploração de recursos naturais, controle de poluição, pescas internacionais, saúde pública, comércio, sistema monetário, distribuição de ajuda econômica, intercâmbio cultural e tecnológico.
- Nações terão suprimido a corrida armamentista e gastos fabulosos em segurança militar, que hoje fazem falta ao desenvolvimento.
- Conflitos estúpidos da atualidade não serão possíveis, repelidos pela inteligência e manifestações de enfermidades coletivas.
- A humanidade precisa se persuadir da conveniência de edificar um mundo unificado pelos laços de solidariedade e opressão.
- Blocos Ocidental e Oriental, capitalismo e socialismo, já existem e se solidificam, animando a verificação de que barreiras ideológicas parecem afrouxar.
- A guerra fria, que dava a impressão de explodir em guerra nuclear, paradoxalmente se transformou em instrumento de paz pelo medo mútuo.
- Mercado Comum Europeu (MCE) se amplia com a inclusão de Grã-Bretanha, Irlanda, Noruega e Dinamarca a partir de janeiro de 1972.
- A América do Sul, com a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), deveria empreender um esforço para funcionar com flexibilidade em favor do interesse comum do continente.
- Em poucos anos, nações latino-americanas estarão ligadas por rodovias, impulsionando o intercâmbio e o crescimento econômico.
- O exemplo da Europa é convincente: se o divisionismo manteve povos em luta feroz, o anseio visionário pela fraternidade constitui a essência das filosofias.
- MCE e ALALC serão embriões de entendimentos largos para um futuro governo multinacional, com renúncia de soberania.
- Realidade das condições habitacionais em Fortaleza: 450 mil fortalezenses vivem em habitações precárias, sem água tratada, esgotos ou sistema elétrico.
- Metade da população de Fortaleza vive em casas de taipa, galpões ou favelas (mocambos), cercados por lixo, lama e excrementos.