Hemeroteca
Correio do Ceará
Dezembro de 1972 · 18 trechos transcritos
Manchetes desta página
- O resultado terapêutico depende da colaboração do paciente que só curar realmente desejar e seguir a orientação médica
- A neurose devida a esse sofrimento existe, a ordem imposta por Cleide Mota Albuquerque
- A colaboração é muito fácil, trata unicamente tomar remédios a horas certas. O difícil é o paciente mudar a sociedade, o rendimento moral, que escondem a verdade profunda das exigências e façanhas.
- A experiência tem demonstrado o comportamento do homem, que pode qualificar a paciência (a palavra iniciação vem do latim 'initiare', que significa mostrar a via que conduz às profundidades dos segredos).
- O homem encontra-se em seu centro, pode dispor plenamente de seus órgãos, membros, forças e estertores interiores no momento em que deles precisar, de maneira adaptada a cada situação, a fim de manter sua pessoa e permitir o desenvolvimento total.
- A experiência mostra que o homem encontra-se em seu centro, sai equilibrado, coloca o centro de gravidade na base do tronco.
- A aquisição e conservação da gravidade dada a base do tronco constituem, no Extremo Oriente, não só atitude prévia à existência de poder, capacidade evidente de domínio, mas também são reconhecidos como mero progresso da vida interior.
- Na língua japonesa, é chamado 'Hara', que literalmente significa 'Ventre' (o Horo-Sui). Mas figurado, significa a atitude geral do homem, que permite, se estiver ligado ao vital, aprender a dimensão que ultrapassa os limites de sua percepção habitual e liberar o domínio do ego inquieto.
- O 'Hara' não é privilégio do Oriente, mas fator de valor universal, designado por termo japonês em países de cultura cristã.
- O homem encontra-se em harmonia com o mundo e Deus, claramente expresso através das representações de Cristo mostrando ao mundo, estátuas e ritmo de trabalho.
- O segredo do médico é o desejo de se confundir com seu ser essencial, beber da fonte para viver, que está na origem do sofrimento extremo e cheio do homem.
- A terapêutica contribuiu para libertar o homem de montos recalcados no Ocidente.
- C. G. Jung, ao ler as forças profundas do íntimo, fez época. No gótico e no Oriente, a representação de Budo é ativa e o deslocamento do ventre não aparece no Budismo, mas colocar o centro de gravidade na base do tronco também significa a consciência de que o homem não é deformado pela avidez.
- A barriga encolhida, o culto da 'cintura fina', o pena para fora são característicos da concepção que não nega a relação natural do homem com as forças da terra.
- O exercício destinado à tomada de consciência e à prática do centro vital reveste importância capital para a iniciação e a saída sâiomética pela via interior.
- A terapêutica reflete a imagem do homem tal como deveria ser. A imagem, espelho da medicina tradicional, baseia-se no conceito de 'homem são', que deve estar preparado para 'fazer frente' aos campos.
- Deve ser apto a conquistar seu lugar ao sol e a gozar a vida, a ser eficiente e útil no trabalho, deve poder adaptar-se a semelhantes, livre nas relações com o sexo oposto e pronto a aceitar a ordem da sociedade.
- As características da saúde a terapêutica tradicional tenta restabelecer e manter o cliente submetido à regularidade de exercícios a fim de, por exemplo, descontrair e reeducar o membro.