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Dezembro de 1958 · 8 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • O CONGELAMENTO DE PREÇOS Começa a ser envolvida, silêncio a anunciada congelamento de preços de utilidades. Aliás, foi promessa não despertou a mínima crença selo opinião pública, pois constituía especulativo vento em base fincada no chão. Existia, profunda incompatibilidade entre a ação e a intenção da medida, pois os atos ficam inteiramente objetivos vencer a subjetividade. Não seria possível conseguir milagre estabilizar custo de vida através coerção da lei. Não conseguirá legislar efeitos que não dependem de legislação imperfeita. A lição é primária e não entendida pelas autoridades já em tramitação no Congresso Nacional, último não importa o batismo que ele apresente, pois o popular, o fato valem os efeitos que produzem e não os nomes que dão. Fax aumento, abono, melhoria, a verdade é que a nação vai pagar o funcionalismo. O aumento começa a morrer mesmo que produzir os primeiros efeitos. Dois anos resta fazer? A interrogação é realmente dolorosa em face do descontentamento que começa a inquietar o povo. Arremedos de desordens constituem severa advertência aos homens responsáveis. A barriga do povo fica, pois, mal vazia. E não existindo alegria e felicidade impera a fome e a desesperança. A fome e a desesperança só geram revoltas e descontentamentos, a verdade é truística, verdade que não se contesta.
  • ALKMIM PRONUNCIA-SE SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA DO PAÍS: "É POSSÍVEL CONCILIAR O COMBATE À INFLAÇÃO COM A EXPANSÃO ECONÔMICA"
  • RIO — (Meridional) — Sr. José Maria Alkmin, dúvida, homem público mais discutido do governo, a inflação não é a doença. Trata-se somente de um sintoma, tal a febre que acomete organismo infeccioso. Acredita o ex-ministro da Fazenda que a aplicação exclusiva de fórmulas para debelar a inflação não é o caminho. Há que combater diretamente a enfermidade. Alkmin, resulta de desequilíbrios estruturais inerentes ao estudo insatisfatório do desenvolvimento da economia. Não deve conduzir a política descuidada em respeito à inflação, o que já ocorre, muitas vezes, a morte e agravamento dos sintomas. Assim, as perspectivas de aceleração do processo inflacionário, que atração generalizada crê em 1966, em vez de dispor de recursos, acusam, contra expansão realizada pelos bancos de 23 bilhões de cruzeiros.
  • SINA DE BURRO All Right
  • RIO (Meridional) — Ao contrário de Álvaro Moreyra, para o atraso, daquele que abraça o setenta e oito vivido. Manuel do Cachorro, tipo popular, quadris e vinha montado, traz a atração mais, segundo, e Dowvel. Combater a inflação com a expansão econômica.
  • ASPECTO DA ADMINISTRAÇÃO
  • Longa palestra proferida pelo ex-titular das finanças, revelou que o país poderia ter sido atirado ao caos e convulsão social e política com consequências imprevisíveis, se não fossem providências drásticas para conter o ritmo inflacionário. Aliás, em referência à luta contra a inflação, expõe seu ponto de vista já firmado: no início se impunha política rigorosa e compreensão do público e da política, aliada a várias medidas anti-inflacionárias, e conseguiu reduzir o déficit previsto de Cr$ 84 bilhões para Cr$ 23 bilhões. Os pontos básicos que ele julga deverão repor a política anti-inflacionária são: a) redução de gastos, através de cortes definitivos.

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